Quinta-feira, 3 de setembro de 2026
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Os Estados Unidos exigiram nesta quinta-feira (20/08) que seus aliados e a China se juntem à nova campanha do presidente Donald Trump para isolar a economia iraniana, com o objetivo de provocar “o colapso” do governo de Teerã. O bloqueio do estreito de Ormuz pelas forças iranianas e a impopularidade da guerra no cenário político norte-americano estão no centro das ações do republicano.

As declarações recentes do secretário do Tesouro, Scott Bessent, ressaltam como Trump está passando de exercer pressão militar para exercer pressão econômica sobre Teerã, enquanto sua impopular guerra se aproxima dos seis meses. Em entrevista ao canal CNBC, ele destacou essa mudança de estratégia do presidente norte-americano.

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“Vai funcionar no Irã e vai fazer o regime entrar em colapso. Será a maior operação de isolamento econômico coordenado da história mundial”, prometeu Bessent, lançando um alerta aos aliados: “(Estão) conosco ou contra nós”.

Perguntado se os Estados Unidos pressionariam a China, o secretário do Tesouro norte-americano afirmou que “é melhor ter muitas conversas em privado”, mas incentivou Pequim a “se juntar ao plano”.

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Diante da nova abordagem, é menos provável que os EUA voltem a realizar operações militares de grande escala contra o Irã, explicou Bessent. “Se estamos aplicando a máxima pressão econômica, isso significa que provavelmente não haverá uma retomada da guerra em grande escala, mas enfatizo que isso é por enquanto”, declarou.

Teerã mantém o estratégico Estreito de Ormuz praticamente fechado, enquanto Washington persiste com um bloqueio naval ao Irã.

Scott Bessent, secretário do Tesouro dos EUA, disse que nova pressão econômica do país contra Irã será ‘a maior do mundo’
The White House

‘Terrorismo econômico’

Na quarta-feira (19/08), em mensagem publicada na rede Truth Social, Trump anunciou que a “operação econômica” contra o Irã seria “avassaladora”.

O chefe da Casa Branca disse ainda que “qualquer país que permita que suas instituições financeiras, empresas, aeroportos ou entidades governamentais ofereçam qualquer tipo de salvação ao Irã enfrentará tremendas consequências financeiras”. Teerã, por sua vez, acusou os Estados Unidos de “terrorismo econômico”.

“Sem dúvida, as sanções dos EUA contra o Irã, que atacam os direitos humanos fundamentais de cada cidadão iraniano, constituem um caso de ‘terrorismo econômico’ e de ‘crimes contra a humanidade'”, declarou o Ministério das Relações Exteriores do país.

O comunicado, divulgado pela imprensa estatal, acrescenta que os responsáveis por “essa política merecem ser julgados e punidos por cometer crimes tão atrozes”.