Segunda-feira, 20 de abril de 2026
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Uma investigação militar preliminar dos Estados Unidos concluiu que um míssil norte-americano foi responsável pelo bombardeio que atingiu uma escola feminina no Irã, matando ao menos 175 pessoas, a maioria das vítimas eram crianças.

Segundo as investigações, a ausência de verificação de dados, que estariam desatualizados, resultou no lançamento de um míssil de cruzeiro Tomahawk contra a escola Shajarah Tayyebeh, na cidade de Minab, em 28 de fevereiro, o primeiro da ofensiva dos Estados Unidos e Israel contra o Irã.

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A investigação, conduzida pelo Pentágono, envolve diversas agências de inteligência, incluindo a Agência de Inteligência de Defesa (DIA), a Agência Nacional de Inteligência Geoespacial (NGA) e o próprio Comando Central dos Estados Unidos, responsável pelas operações militares no Oriente Médio.

Autoridades norte-americanas ouvidas, sob condição de anonimato, afirmaram ao The New York Times que oficiais do Comando Central dos EUA (CENTCOM) definiram as coordenadas do alvo para o ataque usando dados desatualizados fornecidos pela Agência de Inteligência de Defesa (DIA).

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Na base da agência, constava a informação de que no local, que abriga a escola feminina, estava uma base naval da Guarda Revolucionária Islâmica, localizada na proximidade da instituição escolar. Imagens de satélite mostram que o prédio havia sido convertido em escola décadas antes. Entre 2013 e 2016, o local foi isolado da base militar e se transformou em área recreativa e escolar.

Os oficiais ouvidos pelo jornal informam que as descobertas são preliminares e que há questões importantes sem resposta sobre os motivos da não verificação dessas informações.

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Agência Tasnim

Evasivas de Trump

Inicialmente, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tentou se esquivar da responsabilidade pelas mortes. A bordo do Air Force One, ele afirmou, sem apresentar provas, que o ataque poderia ter sido realizado pelo próprio Irã. “Na minha opinião, pelo que vi, isso foi feito pelo Irã”, declarou.

Na sequência, ao ser questionado sobre a investigação, ele disse que “não sabia o suficiente sobre o caso”, mas que aceitaria os resultados finais do inquérito.