Exigências excessivas de Washington dificultam acordo de cessar-fogo, diz agência iraniana
Segundo Tasnim, EUA e Irã trocaram textos em busca de 'quadro comum' para negociações, mas divergências persistem
As negociações entre os EUA e o Irã sobre o Estreito de Ormuz estão paralisadas, segundo o Financial Times. No entanto, de acordo com diversas autoridades que pediram para permanecer anônimas, alguns progressos foram feitos em questões como os ataques israelenses contra o Líbano, o desbloqueio de ativos iranianos e o próprio Estreito de Ormuz, entre outros temas.
A agência de notícias iraniana Tasnim declarou que Washington e Teerã estão trocando textos em um esforço para “chegar a um quadro comum para as negociações”. Citando seu correspondente na capital do Paquistão, a agência afirmou que o progresso tem sido dificultado pelas “exigências excessivas de sempre” de Washington.
Uma fonte próxima à equipe de negociação iraniana disse à agência de notícias Tasnim que outra rodada de conversas provavelmente ocorrerá hoje à noite ou amanhã (12/04). Atualmente, equipes de especialistas de ambos os lados estão trocando mensagens.
Enquanto as negociações prosseguem em Islamabad, o Irã mantém contato com o Líbano para garantir que os compromissos de cessar-fogo naquele país sejam respeitados, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmail Baghaei, a repórteres no sábado.

O primeiro-ministro Muhammad Shehbaz Sharif reuniu-se com a delegação iraniana liderada pelo presidente da Assembleia Consultiva Iraniana, Sr. Mohammad Bagher Ghalibaf, nas negociações de Islamabad, em 11 de abril de 2026
@PakPMO / X
Ainda segundo a Tasnim, as consultas estão em andamento, mas “a questão do Estreito de Ormuz é um dos pontos de séria divergência”. Nesse cenário, as forças norte-americanas iniciaram no sábado uma missão para limpar o Estreito de Ormuz de minas, informou o Comando Central dos EUA (CENTCOM).
“Hoje iniciamos o processo de estabelecimento de uma nova rota e em breve compartilharemos essa rota segura com o setor marítimo para incentivar o livre fluxo do comércio”, disse o Almirante Brad Cooper, comandante do CENTCOM.
A Marinha dos EUA disse mais tarde que dois de seus navios atravessaram o estreito em uma operação para remover minas, mas o Irã negou a informação. A emissora estatal do país diz ter emitido alerta a um navio militar dos EUA avisando que a embarcação seria atacada em 30 minutos caso cruzasse o Estreito de Ormuz. Pouco depois, segundo a rede de TV, a embarcação retornou.
Por sua vez, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, declarou neste sábado (11/04) que Israel continuará lutando contra o Irã e seus aliados, em uma publicação que também criticou o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan.
“Sob minha liderança, Israel continuará a lutar contra o regime terrorista do Irã e seus aliados”, escreveu Netanyahu em uma publicação no X. Ele prosseguiu acusando Erdogan de “acomodar” Teerã e de ser responsável por “massacres” de cidadãos curdos.
Israel under my leadership will continue to fight Iran’s terror regime and its proxies, unlike Erdogan who accommodates them and massacred his own Kurdish citizens.
— Benjamin Netanyahu – בנימין נתניהו (@netanyahu) April 11, 2026
A publicação de Netanyahu, que é procurado pelo Tribunal Penal Internacional por alegados crimes de guerra em Gaza, ocorre em meio ao cessar-fogo no Irã e das negociações em curso com os Estados Unidos.























