Quarta-feira, 13 de maio de 2026
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O presidente da França, Emmanuel Macron, e o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, estão organizando uma cúpula militar com diversos países a fim de discutir a desminagem do Estreito de Ormuz. A expectativa inicial é de que Paris sedie um encontro com seus aliados na sexta-feira (17/04) para articular um possível plano europeu visando a reabertura da rota comercial do Oriente Médio, que segue parcialmente bloqueada devido à guerra iniciada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã.

De acordo com Starmer, mais de 40 países confirmaram presença na discussão. Entre as presenças confirmadas está a do chanceler alemão, Friedrich Merz. Outras autoridades poderão participar do encontro de modo virtual.

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“A cúpula avançará no trabalho rumo a um plano coordenado, independente e multinacional para proteger o transporte marítimo internacional assim que o conflito terminar”, afirmou um porta-voz do gabinete do primeiro-ministro britânico mencionado pelo portal France24.

No início de março, Macron disse que a França e seus aliados estavam preparando uma missão “defensiva” para reabrir a via navegável estrategicamente vital. No entanto, antes da votação da resolução apresentada por Bahrein no Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU), ele descartou escoltas de embarcações sob “bombardeios”.

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Para o governo iraniano, “qualquer movimento ou interferência no Estreito de Ormuz só complicaria a situação”, conforme o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da nação persa, Esmaeil Baghaei, em resposta ao plano europeu. 

“A segurança do Estreito tem sido garantida por Teerã há décadas. Com a ajuda dos países da região, somos capazes de garantir a segurança e a navegabilidade da rota, desde que cessem as interferências e o conflito atual”, acrescentou Baghaei, citado pela agência de notícias Isna.

Paris deve sediar encontro para articular plano europeu visando a reabertura da rota comercial do Oriente Médio
Wikimedia Commons/Cpl. Gary Jayne III

O Estreito de Ormuz é a principal via de escoamento da produção de petróleo e gás natural do Golfo Pérsico e está bloqueada desde 28 de fevereiro, quando os Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra diversas localidades do Irã e que resultaram na morte do líder supremo Ali Khamenei. O bloqueio da rota marítima foi uma decisão tomada por Teerã em represália às agressões, o que provocou uma disparada dos preços de commodities energéticas.

O cessar-fogo de duas semanas entre os Estados Unidos e o Irã previa a reabertura do estreito, porém o país persa decidiu mantê-lo fechado para países hostis devido às violações de Israel ao acordo, que continuou mantendo sua ofensiva no Líbano. Em resposta, o presidente norte-americano Donald Trump determinou que as forças nacionais impedissem qualquer embarcação de entrar ou sair de Ormuz.

(*) Com Ansa