Segunda-feira, 20 de abril de 2026
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Autoridades do Pentágono informaram aos congressistas dos Estados Unidos que a primeira semana da guerra contra o Irã custou mais de US$ 11,3 bilhões (R$ 58,7 bilhões) aos norte-americanos, durante uma reunião fechada no Capitólio, na última terça-feira (09/03).

Com base em fontes anônimas, The New York Times informou nesta quarta-feira (10/03) que a estimativa de US$ 11,3 bilhões (R$ 58,8 bilhões) não inclui vários custos importantes da operação, como o deslocamento prévio de equipamentos militares, a mobilização de tropas e outros preparativos logísticos realizados antes do início dos bombardeios no sábado, 28 de fevereiro.

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Isso torna o valor final da primeira semana de guerra ainda maior. Apenas em munições nos dois primeiros dias de guerra, segundo as autoridades Defesa, foram gastos US$ 5,6 bilhões (R$ 29,1 bilhões).

Estimativas do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS) apontam para custos elevados já nas primeiras 100 horas da operação, que totalizam cerca de US$ 3,7 bilhões (R$ 19,10 bilhões), o equivalente a aproximadamente US$ 891 milhões (R$ 4,5 bilhões) por dia.

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Pentágono informa custos superiores a US$ 11,3 bi na primeira semana de guerra
Daniel Torok / White House

O Pentágono também admitiu que cerca de 140 de seus soldados ficaram feridos durante os dez primeiros dias de ataques. O reposicionamento foi feito logo após a agência Reuters apurar os números com duas fontes oficiais e publicar o relatório. Anteriormente, o órgão divulgava que apenas oito militares haviam ficado gravemente feridos.

Crítica dos republicanos

Os custos da guerra, as baixas militares e suas consequências no mercado internacional do petróleo já provocam divisões na própria base republicana. Parlamentares da legenda questionaram a aprovação de um pacote suplementar bilionário para financiar a guerra, temendo que a operação militar se transforme em um conflito prolongado e sem prazo definido.

Eles também manifestaram preocupações quanto ao aumento do combustível no país neste ano de eleições legislativas. Entre os críticos está o senador Rand Paul (Pennsylvania), que alertou que um conflito prolongado no Oriente Médio poderia prejudicar os Estados Unidos politica e economicamente.

“Se ainda estivermos bombardeando o Irã com ação cinética — as pessoas não querem chamar isso de guerra — se ainda houver ação cinética que faça o petróleo ficar acima de 100 dólares, acho que vocês verão uma eleição desastrosa”, afirmou à Fox Business.