Sábado, 11 de abril de 2026
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O ator George Clooney disse que o presidente dos EUA havia cometido um crime de guerra com sua ameaça ao Irã de que “toda uma civilização morrerá esta noite”. “Alguns dizem que Donald Trump está bem”, disse na quarta-feira (08/04) a estudantes em um evento organizado pela Fundação Clooney para a Justiça.

“Mas se alguém diz que quer acabar com uma civilização, isso é um crime de guerra. Você ainda pode apoiar o ponto de vista conservador, mas deve haver um limite de decência, e não devemos ultrapassá-lo”, acrescentou.

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Em resposta, o diretor de comunicações da Casa Branca, Steven Cheung, disse ao jornal Independent: “A única pessoa que está cometendo crimes de guerra é George Clooney, por seus filmes horríveis e sua péssima atuação.”

Em uma declaração ao Deadline na quarta-feira, Clooney disse: “Famílias estão perdendo seus entes queridos. Crianças foram incineradas. A economia mundial está por um fio. Este é um momento para um debate vigoroso nos mais altos níveis. Não para ofensas infantis.”

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O ator também afirmou que “um crime de guerra é alegado ‘quando há intenção de destruir fisicamente uma nação’, conforme definido pela Convenção sobre o Genocídio e pelo Estatuto de Roma. Qual é a defesa do governo? [além de me chamar de ator fracassado, com o qual concordo de bom grado, tendo estrelado Batman e Robin?]”

As declarações surgem em meio ao frágil acordo de cessar-fogo firmado entre os Estados Unidos e o Irã na terça-feira (07/04), no qual Teerã incluiu o território libanês. Entretanto, Israel declarou que o Líbano não faz parte do acordo.

Nesta quarta-feira, o governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu realizou a ofensiva mais dura contra o sul libanês, incluindo a capital Beirute. Cerca de 100 ataques foram realizados em 10 minutos. Segundo o Ministério da Saúde libanês, 203 pessoas foram mortas e mais de 1.000 ficaram feridas.