Domingo, 29 de março de 2026
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As aulas presenciais em âmbito nacional foram canceladas neste domingo (22/03) e seguirão suspensas na próxima segunda-feira (23/03) sob determinação do ministro da Educação de Israel, Yoav Kisch, após as forças iranianas lançarem ofensivas retaliatórias nas cidades Dimona e Arad, ao sul do país. A decisão, de acordo com a autoridade sionista do governo de Benjamin Netanyahu, foi tomada após uma consulta com o Comando da Frente Interna das Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês).

“Tendo em vista o aumento de tiroteios e ataques diretos nas últimas 24 horas, tomei a decisão ontem à noite de não permitir aulas presenciais hoje e amanhã em todo o país, guiados pelo princípio da segurança dos alunos e funcionários da educação”, escreveu Kisch na plataforma X, acrescentando ter visitado, junto com Netanyahu, as áreas de Arad e Dimona que foram atingidas por mísseis iranianos.

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No dia anterior, o ministro também havia cancelado os acampamentos previstos para as férias da Páscoa judaica em escolas de 18 municípios do centro de Israel.

De acordo com o jornal Times of Israel, o sistema educacional presencial israelense foi inicialmente paralisado em 28 de fevereiro, quando os Estados Unidos e o regime sionista lançaram a primeira ofensiva contra o Irã, violando as negociações nucleares. Na semana passada, conforme o veículo, as escolas em áreas consideradas de menor risco de retaliação iraniana foram autorizadas a reabrir, desde que os estudantes tivessem acesso a abrigos. Com a determinação, essas escolas estão novamente fechadas até segunda-feira.

A expectativa é de que os alunos israelenses retomem as salas de aula em 9 de abril, já que na terça-feira (24/03) se iniciam as férias da Páscoa judaica em todo o país. Segundo o Times of Israel, ao final das férias, as escolas localizadas em cidades como Jerusalém, Tel Aviv e Haifa permanecerão fechadas por mais de um mês.

No dia anterior, as Forças Armadas do Irã lançaram mísseis balísticos nas cidades de Dimona e Arad, em retaliação à ofensiva inicial conduzida por Washington e Tel Aviv, na qual alvejaram a instalação nuclear de Natanz, no território do país persa.

Em Dimona, onde está localizado o Centro de Pesquisa Nuclear do Negev, a instalação mais importante do regime israelense, um míssil transportando uma ogiva de centenas de quilos de explosivos atingiu o solo próximo a casas, e a onda de choque danificou estruturas, deixando mais de 40 pessoas feridas. Na cidade de Arad, um míssil balístico iraniano deixou ao menos 71 pessoas feridas, segundo serviços de emergência israelenses.