Quarta-feira, 9 de setembro de 2026
Compartilhe:

O governo do Peru, liderado pela presidente Keiko Fujimori, anunciou na noite desta terça-feira (01/09) o rompimento das relações diplomáticas com o Irã, ao acusar a nação persa de supostamente “incitar uma violência e uma escalada de conflitos” na região do Oriente Médio, além de dificultar o trânsito marítimo no Estreito de Ormuz. Destaca, no entanto, que a ruptura das relações diplomáticas não implica nas relações consulares.

Conforme a nota publicada pelo Ministério das Relações Exteriores peruano, que não mencionou os Estados Unidos, o país sul-americano tem um “compromisso histórico com a paz”.

Tudo que a grande mídia não mostra, do seu jeito.

E-mail

Newsletter

Notícias internacionais, com análise crítica e independente. Sem filtros.

Canal do WhatsApp O mundo em movimento direto no seu celular.
Siga
TV Opera Mundi Opinião, contexto e coragem jornalística.
Sintonize

No comunicado, a chancelaria acrescentou que “rejeitou veementemente sua obstrução ao trabalho da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), cujos inspetores foram negados de acesso a instalações nucleares em diferentes ocasiões, dificultando a verificação necessária para impedir a produção de armas nucleares”.

Cobertura especial Eleições 2026 Acompanhe

A declaração também informou que o governo peruano observa com preocupação o que avalia ser uma “deterioração dos valores democráticos no Irã”, referindo-se aos protestos pacíficos que ocorreram no país persa no fim do ano passado.

O texto fala em “deterioração da democracia” no país persa, apontando que o Irã é “denunciado por diferentes mecanismos das Nações Unidas, especialmente no que diz respeito à repressão de manifestações pacíficas, violação da liberdade de imprensa, discriminação contra mulheres e meninas, e perseguição a opositores políticos”.

Os dois países mantêm laços diplomáticos desde novembro de 1973.

Mais lidas