O governo do Peru, liderado pela presidente Keiko Fujimori, anunciou na noite desta terça-feira (01/09) o rompimento das relações diplomáticas com o Irã, ao acusar a nação persa de supostamente “incitar uma violência e uma escalada de conflitos” na região do Oriente Médio, além de dificultar o trânsito marítimo no Estreito de Ormuz. Destaca, no entanto, que a ruptura das relações diplomáticas não implica nas relações consulares.
Conforme a nota publicada pelo Ministério das Relações Exteriores peruano, que não mencionou os Estados Unidos, o país sul-americano tem um “compromisso histórico com a paz”.
📄El Perú rompe relaciones diplomáticas con la República Islámica de Irán
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— Cancillería Perú🇵🇪 (@CancilleriaPeru) September 1, 2026
No comunicado, a chancelaria acrescentou que “rejeitou veementemente sua obstrução ao trabalho da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), cujos inspetores foram negados de acesso a instalações nucleares em diferentes ocasiões, dificultando a verificação necessária para impedir a produção de armas nucleares”.
A declaração também informou que o governo peruano observa com preocupação o que avalia ser uma “deterioração dos valores democráticos no Irã”, referindo-se aos protestos pacíficos que ocorreram no país persa no fim do ano passado.
O texto fala em “deterioração da democracia” no país persa, apontando que o Irã é “denunciado por diferentes mecanismos das Nações Unidas, especialmente no que diz respeito à repressão de manifestações pacíficas, violação da liberdade de imprensa, discriminação contra mulheres e meninas, e perseguição a opositores políticos”.
Os dois países mantêm laços diplomáticos desde novembro de 1973.