Segunda-feira, 7 de setembro de 2026
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O governo dos Estados Unidos orientou suas representações diplomáticas em todo o mundo para que ampliem as pressões sobre empresas e governos visando intensificar o cerco econômico contra o Irã. A orientação ocorre em meio à escalada dos ataques militares entre Washington e Teerã, retomados no último domingo (30/01).

Segundo reportagem do jornal Axios, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, orientou as embaixadas a exigirem a interrupção “imediata e sistemática” das relações comerciais dos países com Teerã. Elas também foram orientadas a identificar atividades comerciais iranianas consideradas ilícitas por Washington.

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Fontes ouvidas pelo jornal afirmam que a mensagem diplomática adverte que países, empresas e indivíduos que mantiverem negócios com o Irã poderão ser alvo de sanções e, inclusive, perder acesso ao sistema financeiro baseado no dólar.

A ofensiva econômica é parte da “Operação Pária Econômico”, lançada pelo secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, em agosto, que amplia o alcance das sanções secundárias dos Estados Unidos para setores como tecnologia, ativos digitais, ouro, aviação e transporte marítimo.

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Na prática, ela obriga os parceiros comerciais do Irã a escolherem entre manter seus negócios com o país ou preservar o acesso ao sistema financeiro dos Estados Unidos.

Governo Trump exige que todos países ‘suspendam imediatamente’ relações comerciais com Irã
Reprodução vídeo / The White House

Bancos iranianos na mira

Segundo a reportagem, além da orientação geral, as embaixadas norte-americanas nos Emirados Árabes Unidos, Omã, Catar, Reino Unido, Alemanha, Hong Kong e, em outros países da Ásia Central, receberam diretrizes específicas.

Todas foram orientadas a intensificar a pressão pelo fechamento, nesses países, de unidades dos bancos Melli e Saderat, que Washington associa à Guarda Revolucionária Islâmica.

Na quinta-feira passada (27/08), o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, pediu à Organização das Nações Unidas (ONU) e a seus Estados-membros, que condenem a ofensiva econômica contra Teerã, classificando-a como uma campanha de “terrorismo econômico”.

Ele destacou que a medida viola o princípio da igualdade soberana previsto no Artigo 2(1) da Carta da ONU e o direito dos Estados de definirem livremente suas políticas econômicas e externas. Segundo ele, a iniciativa ocorre porque os Estados Unidos não conseguiram alcançar seus objetivos no campo de batalha, nem convencer outros países a participar do conflito.

 

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