Sexta-feira, 14 de agosto de 2026
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O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC, na sigla em inglês) rejeitou firmar qualquer acordo com os Estados Unidos enquanto as ameaças de ação militar contra o país persa persistirem, conforme relatou o portal Sepah News nesta quarta-feira (05/08), citando um funcionário próximo às negociações em curso com Omã sobre o Estreito de Ormuz.

“Enquanto a interferência dos Estados Unidos e a ameaça de um ataque militar ao Irã continuarem, a concretização de qualquer acordo será adiada. O Irã não assinará nenhum acordo sob ameaças”, disse a fonte mencionada pela mídia iraniana.

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A agência iraniana Press TV também informou que, se as intervenções dos Estados Unidos e de outros países da região cessarem, “um acordo entre Irã e Omã estará ao alcance”.

A posição se dá em meio às novas ameaças do presidente norte-americano Donald Trump, que afirmou que o Irã seria atingido “muito fortemente” caso o bloqueio no estreito persistisse. Além disso, nesta quarta-feira o Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM, na sigla em inglês) informou que as forças norte-americanas redirecionaram um total de 48 embarcações comerciais para impor um bloqueio naval ao país persa.

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Em Las Vegas, Trump também voltou a alegar que Washington está mantendo conversas com Teerã e que preferiria um acordo para avançar com a ação militar. Segundo ele, sua nação estava se preparando para lançar o que ele descreveu como “o maior ataque desde a Segunda Guerra Mundial” antes que autoridades iranianas pedissem negociações.

“Prefiro fazer um acordo com o Irã porque não quero matar pessoas”, declarou.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, anunciou progressos técnicos e políticos nas consultas com mediadores do Omã
Mohammad Rasool Moradi

No início da semana, Teerã retomou as negociações com Mascate para estabelecer mecanismos que garantam o trânsito seguro dos navios pela rota estratégica.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, anunciou progressos técnicos e políticos nas consultas com mediadores do Omã nesta quarta-feira, embora tenha dito que ainda não há um acordo final, muito menos conversas diretas com Washington.

De acordo com Kazem Gharibabadi, vice-ministro das Relações Exteriores do Irã para assuntos jurídicos e internacionais, a nação persa está atualmente trabalhando em um “novo modelo” para gerenciar o tráfego pelo Estreito de Ormuz.

Segundo ele, o novo documento prevê que “grandes partes” da rota marítima passarão pelas águas territoriais do Irã, enquanto algumas partes também passarão por águas territoriais de Omã. Além disso, as rotas temporárias existentes, incluindo uma no norte perto da Ilha de Larak, no Irã, e outra no sul em águas omanenses, seriam fechadas. Por fim, a nova rota em Ormuz seria utilizada por um período de dois a quatro meses.