Um porta-voz da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) alertou nesta segunda-feira (21/09) que “os centros de inteligência dos EUA estão ao nosso alcance”, em meio ao crescimento dos temores de novos ataques dos EUA e de Israel no Oriente Médio.
Em declarações divulgadas pela emissora iraniana Press TV, o general Hossein Mohebbi afirmou que os “EUA foram forçados a realocar tropas e equipamentos de suas bases na região para bases mais distantes”, acrescentando que a IRGC está preparada para “uma guerra prolongada”.
Ele apontou especificamente para o fracasso dos EUA em reabrir o Estreito de Ormuz, e disse que, apesar de Washington possuir a maior marinha do mundo e de definir sua presença regional e global como voltada para garantir o fluxo de energia e a liberdade de navegação, não conseguiu reabrir essa via navegável estratégica.
Nesta segunda-feira, a Força Aeroespacial do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) interceptou e destruiu um drone MQ-1 dos EUA sobre a rota marítima, e a UK Maritime Trade Operations informou que uma segunda embarcação foi atingida por “detritos de um projétil desconhecido” no Estreito de Ormuz — não foram relatados feridos ou impactos ambientais, e a embarcação seguirá para seu próximo porto de escala.
A declaração surgiu depois que o presidente Donald Trump ameaçou retomar os combates, em meio à crescente pressão interna para pôr fim à guerra que os EUA e Israel iniciaram há quase sete meses.
Além disso, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, ameaçou que as companhias aéreas iranianas terão dificuldades para operar globalmente em dois dias por causa das sanções norte-americanas. “Todas as companhias aéreas iranianas serão fechadas em todo o mundo”, disse ele em entrevista à emissora CNBC.
Em uma aparente mensagem aos países que ainda recebem voos das companhias aéreas iranianas, Bessent acrescentou: “Se eles pousarem, vocês não poderão fornecer combustível, não poderão prestar serviços de pouso, não poderão vender passagens ou serão excluídos do sistema do dólar.”
Em 8 de setembro, os EUA anunciaram um conjunto de sanções contra a indústria da aviação iraniana, com o objetivo de “paralisar” as 27 companhias aéreas iranianas restantes que ainda operavam em todo o mundo.