Guerra com Irã é um fracasso para 88% da população dos EUA, releva pesquisa
Rejeição ao conflito com Teerã se intensifica ao mesmo tempo em que imagem de Israel entre norte-americanos atinge saldo negativo de 21 pontos
Uma pesquisa da Universidade Marquette revelou que a maioria da população dos Estados Unidos avalia negativamente a guerra travada pelo país contra o Irã.
De acordo com o levantamento, 88% dos entrevistados dizem que Washington não alcançou seus objetivos no conflito, enquanto 75% afirmam que a guerra não valeu os custos impostos ao país.
Apenas 12% do público considera que os Estados Unidos atingiram suas metas na confrontação. Em abril, esse percentual era de 21%, mostrando piora constante na avaliação a cada nova rodada da pesquisa.
O levantamento foi realizado entre 22 e 29 de julho de 2026, com 1.076 adultos entrevistados em todo o país. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos.

Guerras vão na contramão do discurso de posse de Trump, que prometeu acabar com o envolvimento do país em conflitos pelo mundo.
Apesar da queda no interesse pelo tema, a rejeição ao conflito permanece elevada. A guerra caiu de 24% para 10% entre os assuntos considerados mais importantes pelos entrevistados.
Questões como inflação e custo de vida passaram a liderar as preocupações. A persistência da rejeição pode estar relacionada à alta recente dos preços da gasolina, impulsionada pela escalada da guerra no Oriente Médio, segundo análise da Marquette Law School Poll.
Piora da imagem de Israel
A pesquisa também aponta piora na imagem de Israel, parceiro dos EUA na guerra. A favorabilidade em relação ao país caiu de um equilíbrio em março de 2025 para uma avaliação líquida de -24 pontos na rodada mais recente.
A rejeição a Israel subiu de 43% para 55% desde então, alimentada pelas guerras em Gaza e no Irã.
Discurso nacionalista de Trump
Trump foi eleito em 2024 sob um discurso nacionalista que prometia manter os Estados Unidos fora de novos conflitos armados. Em seu discurso de vitória, em novembro daquele ano, chegou a afirmar: “Não vou começar uma guerra, vou acabar com as guerras.”
Questionado por jornalistas em junho de 2026 sobre a aparente contradição entre sua promessa de campanha e o envolvimento militar dos Estados Unidos no Irã, Trump negou ter garantido que não iniciaria novas guerras. Afirmou que sempre se opôs apenas às “guerras intermináveis”.
Naquele momento, porém, a Marquette Law School Poll já apontava maioria dos americanos contrária ao conflito.























