Terça-feira, 21 de julho de 2026
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O Hamas e o Hezbollah saudaram nesta segunda-feira (15/06) o acordo de cessar-fogo anunciado pelo Irã e pelos Estados Unidos. Em comunicados separados, os grupos de resistência armada parabenizaram a resiliência do povo e governo iranianos e pediram o fim dos ataques de Israel no Líbano e na Faixa de Gaza.

O Hezbollah saudou o acordo e reiterou seu direito de “defender” o Líbano até a retirada completa de Israel do território libanês. “Esta grande conquista é resultado da lendária firmeza, da resiliência excepcional e dos imensos sacrifícios feitos pelo povo iraniano e sua liderança”, afirmou.

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O grupo destacou que o acordo reflete o compromisso do Irã em “preservar sua dignidade, soberania e independência”, frisando que não aceitará “nenhuma violação da soberania do Líbano” e que permanecerá comprometido com a defesa do país “até que a retirada completa [das forças israelenses] seja alcançada e os prisioneiros devolvidos”.

“Israel precisa entender que não há como voltar à situação que existia antes de 2 de março”, acrescentou o grupo, reiterando que o acordo para o fim da guerra deve incluir a “retirada completa” de Israel das áreas ocupadas no sul do Líbano.

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O grupo de resistência também elogiou os países que contribuíram para os esforços de mediação e ajudaram a remover os obstáculos para alcançar o acordo. E pediu uma posição nacional unificada “para salvaguardar os interesses do Líbano e enfrentar as ameaças israelenses”.


Naim Qassem, secretário-geral do Hezbollah
Tasnim/Hamed Malekpour

‘Orgulho e honra’

Segundo o Hezbollah, o Irã garantiu que exigirá a retirada das tropas israelenses do Líbano na próxima fase de negociações com os Estados Unidos. Naim Qassem, secretário-geral do grupo, expressou sua gratidão em uma carta enviada ao presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf.

No documento, ele reitera que o cessar das operações militares em todas as frentes, incluindo o Líbano, é “a primeira e fundamental cláusula do acordo entre Irã e Estados Unidos”; e traz um forte agradecimento a Teerã pela defesa do povo libanês.

“Sempre dissemos que o Irã deu tudo ao Hezbollah, à resistência e ao povo libanês, sem receber nada em troca. [O Irã] nos deu as nossas escolhas, a força para libertarmos a nossa terra, curarmos as feridas da nossa sociedade e ajudá-la”, afirmou.

“Agora o Irã está derramando sangue, confrontando a entidade sionista com bombardeios em retaliação ao ataque contra os subúrbios do sul de Beirute, arcando com consequências que ameaçam uma guerra contra ele, além de imensos sacrifícios. Direi em alto e bom som: o Irã é um ícone de orgulho e honra”, firmou Qassem.

Hamas

O Hamas também se pronunciou em comunicado nesta segunda-feira (15/06). O grupo palestino disse esperar que o acordo contribua para o fim imediato dos ataques de Israel na Faixa de Gaza, e defendeu a interrupção dos ataques e violações que afetam o Líbano e outras frentes.

“Esperamos que este acordo sirva como um passo para contribuir para a estabilidade regional e tenha um impacto positivo em diversas questões regionais, principalmente no cessar imediato da agressão sionista contra o povo palestino na Faixa de Gaza e no fim dos repetidos ataques e violações contra o Líbano”, destacou.

O grupo palestino reiterou que a segurança e a estabilidade na região do Oriente Médio dependem do fim da guerra de “genocídio, fome e deslocamento” perpetrada por Israel contra o povo palestino, incluindo a ocupação ilegal no território e a negação de seus direitos nacionais.

O Hamas também parabenizou a resiliência do povo iraniano e o compromisso de Teerã em proteger seus direitos e interesses nacionais, frustrando tentativas de imposição de políticas e projetos de dominação regional.