Terça-feira, 23 de junho de 2026
APOIE
Menu

As Forças Armadas do Iêmen anunciaram a proibição total da navegação marítima israelense no Mar Vermelho. Em um comunicado divulgado nesta segunda-feira (08/06), o porta-voz Brigadeiro-General Yahya Saree alertou que qualquer movimento ligado ao regime sionista será tratado como alvo militar.

Dessa forma, ele alertou que o Iêmen responderá com firmeza a qualquer escalada do conflito e afirmou que as operações militares do país se intensificarão de acordo com os desenvolvimentos no campo de batalha e em coordenação com o Eixo da Resistência.

Tudo que a grande mídia não mostra, do seu jeito.

Ícone Newsletter

Newsletter

Notícias internacionais, com análise crítica e independente. Sem filtros.
Ícone WhatsApp

Canal do WhatsApp

O mundo em movimento direto no seu celular. Siga!
Ícone YouTube

OM no YouTube

Opinião, contexto e coragem jornalística. Tudo no nosso canal. Sintonize!

Segundo seu pronunciamento, Saree enfatizou o direito do povo iemenita e da Ummah islâmica em geral de confrontar a agressão americano-israelense. O comunicado acrescentou que o “Iêmen não ficaria inerte perante o cerco injusto imposto ao seu povo e às nações do Eixo da Resistência”.

Além disso, o porta-voz também anunciou que as forças iemenitas atacaram um alvo sensível pertencente ao regime israelense na cidade ocupada de Jaffa. As Forças Armadas do Iêmen enfatizaram que “todos os esforços inimigos fracassarão” e prometeram que as “operações militares continuarão enquanto a agressão e o bloqueio persistirem”.

Mais lidas

O anúncio ocorreu em meio à escalada dos ataques israelenses aos subúrbios do sul de Beirute e as contínuas violações do acordo de cessar-fogo de 8 de abril. Em resposta, o Irã lançou uma série de ataques com mísseis contra alvos militares israelenses.

No final da noite de domingo (07/06), a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) afirmou ter atacado a base aérea de Ramat David com mísseis balísticos, descrevendo a instalação como a origem da agressão israelense contra o Líbano. A IRGC disse que a operação foi realizada em resposta aos ataques israelenses que mataram e deslocaram civis no sul do Líbano e no distrito de Dahiyeh, em Beirute.

Neste contexto, na manhã desta segunda-feira, a Guarda Revolucionária lançou a “Operação Nasr (Vitória)” contra as bases aéreas israelenses de Tel Nof e Nevatim, nos territórios ocupados. Autoridades iranianas afirmaram que a retaliação foi realizada em resposta aos ataques de mísseis de Israel contra radares dentro do país persa.

Entretanto, o Ministério das Relações Exteriores do Irã descreveu os ataques como um ato legítimo de autodefesa, nos termos do Artigo 51 da Carta da ONU, enfatizando que a resposta de Teerã se deu após repetidas violações do cessar-fogo por parte de Israel e a contínua agressão contra o Líbano. O ministério também advertiu que quaisquer outros ataques israelenses contra o Líbano ou interesses iranianos seriam respondidos com uma represália mais ampla e contundente.

(*) com Tasnim News Agency