Segunda-feira, 8 de junho de 2026
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Agências de inteligência dos EUA afirmam que o Irã recuperou o acesso à maioria de seus locais de mísseis, lançadores e instalações subterrâneas. A informação é do jornal norte-americano New York Times.

De acordo com o jornal, os altos funcionários do país estão “alarmados” com a evidência de que Teerã restabeleceu o acesso operacional em cerca de 33 locais de mísseis que mantém ao longo do Estreito de Ormuz, o que poderia ameaçar navios de guerra e petroleiros norte-americanos que transitam pela estreita via navegável.

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Além disso, segundo as avaliações, o Irã mantém cerca de 70% de seus lançadores móveis em operação em todo o país e conserva aproximadamente 70% de seu estoque de mísseis pré-guerra. Ainda segundo o NYT, o estoque abrange tanto mísseis balísticos, capazes de atingir outros países da região, quanto uma quantidade menor de mísseis de cruzeiro, que podem ser usados contra alvos de curto alcance em terra ou no mar.

Agências de inteligência militar também relataram, com base em informações de múltiplas fontes, incluindo imagens de satélite e outras tecnologias de vigilância, que o Irã recuperou o acesso a aproximadamente 90% de suas instalações subterrâneas de armazenamento e lançamento de mísseis em todo o país, que agora são consideradas “parcial ou totalmente operacionais”.

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As conclusões contradizem com as garantias públicas do presidente Trump e do secretário de Defesa Pete Hegseth, que afirmaram aos norte-americanos que as Forças Armadas iranianas estavam “dizimadas” e “não representavam mais” uma ameaça.

Questionada sobre as avaliações de inteligência, a porta-voz da Casa Branca, Olivia Wales, reiterou as afirmações anteriores do presidente dos EUA de que as Forças Armadas do Irã haviam sido “derrubadas”. Ela disse que o governo persa sabe que sua “realidade atual não é sustentável” e que qualquer pessoa que “pense que o Irã reconstituiu seu Exército está delirando ou é porta-voz” da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã.

Wales também mencionou uma publicação de Trump nas redes sociais na terça-feira (12/05), na qual ele declarava ser uma “virtual traição” sugerir que as Frças Armadas do Irã estavam se saindo bem.

Joel Valdez, secretário de imprensa interino do Pentágono, respondeu ao NYT quando questionado sobre as informações de inteligência, criticando a cobertura jornalística da guerra. “É vergonhoso que o New York Times e outros veículos estejam agindo como agentes de relações públicas do regime iraniano para pintar a Operação Epic Fury como algo diferente de uma conquista histórica”, afirmou em comunicado.