Segunda-feira, 8 de junho de 2026
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O Ministério das Relações Exteriores do Irã acusou os Estados Unidos de violarem o cessar-fogo após o ataque norte-americano na região de Hormozgan, que abriga parte do Estreito de Ormuz, ocorrido na madrugada desta segunda-feira (25/05).

A ofensiva teve como alvo uma base de mísseis em Bandar Abbas e embarcações no Estreito de Ormuz, levando à morte de quatro marinheiros iranianos. Após as agressões, a diplomacia iraniana acusou diretamente o país de romper o acordo de cessar-fogo e advertiu que não abrirá mão de responder militarmente, caso considere necessário.

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“Os Estados Unidos cometeram uma grave violação do cessar-fogo na região de Hormozgan nas últimas 48 horas. O Irã responsabiliza o regime dos EUA por todas as consequências decorrentes dessas ações agressivas e injustificadas”, afirmou a chancelaria iraniana, acrescentando que não hesitará em exercer o direito à autodefesa.

O porta-voz do Comando Central (Centcom) dos Estados Unidos, Capitão Timothy Hawkins, disse anteriormente que as operações foram atos de “autodefesa” para proteger as tropas norte-americanas contra “ameaças das forças iranianas”.

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O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) afirmou ter abatido um drone norte-americano MQ-9 Reaper após identificar “aeronaves hostis” no espaço aéreo iraniano. Segundo a IRGC, as forças iranianas dispararam contra um drone RQ-4 e um caça F-35 que violaram o território iraniano.

O IRGC afirmou ainda que mantém o direito “legítimo e definitivo” de responder a qualquer nova violação do cessar-fogo por parte dos Estados Unidos.

Irã acusa EUA de romper cessar-fogo após ataque no Estreito de Ormuz
Mostafa Tehrani / Tasnim

Autoridades do Irã

O aiatolá Mojtaba Khamenei também se manifestou publicamente no Telegram nesta terça-feira. Ele afirmou que os Estados Unidos deixarão de ter um “refúgio seguro” no Oriente Médio, referindo-se às bases do país na região.

“O ponteiro do tempo não voltará atrás, e as nações e territórios da região não serão mais escudos das bases americanas. Os Estados Unidos não terão mais um refúgio seguro para o mal e para o estabelecimento de uma base militar na região”, declarou o líder supremo.

O governo iraniano afirma que os países do Golfo Pérsico precisam reduzir a dependência militar dos Estados Unidos e construir novos mecanismos de segurança regional. Segundo a agência Tasnim, o presidente do Irã afirmou a comandantes militares que a presença norte-americana na região “falhou em garantir segurança duradoura” aos aliados regionais.

Pezeshkian também defendeu uma atualização da estrutura militar iraniana e pediu investimentos em inovação tecnológica, universidades e centros científicos para ampliar a capacidade defensiva do país. Ele também elogiou a atuação profissional das Forças Armadas.