Sábado, 15 de agosto de 2026
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A República Islâmica do Irã rejeitou as novas sanções anunciadas pelo Departamento do Tesouro e pelo Departamento de Segurança Interna dos EUA, argumentando que essas medidas violam artigos essenciais do Memorando de Entendimento assinado em junho passado.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Seyed Abbas Araqchi, declarou em sua conta no Twitter que as ações do governo Trump constituem uma “violação específica” do acordo e enfatizou que, até o momento, “o Irã cumpriu seus compromissos, ao contrário do autoproclamado secretário do Tesouro dos EUA”.

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As sanções foram confirmadas na sexta-feira (10/07) em um comunicado divulgado nas redes sociais pelo secretário do Tesouro, Scott Bessent, que declarou: “O Tesouro continuará a usar todos os meios à sua disposição para isolar o Irã e outras elites do regime do sistema financeiro global.”

As medidas incluem restrições contra oito indivíduos e seis entidades, entre elas Ali Ansari, que Washington identificou como um suposto “facilitador financeiro iraniano”. Teerã também é acusada de obstruir a navegação no Estreito de Ormuz.

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Segundo o governo iraniano, essas disposições contradizem o Artigo 9 do documento, que estipulava que os Estados Unidos não imporiam novas sanções até que um acordo final fosse alcançado. Elas também violam o Artigo 10, que concedeu uma isenção temporária ao setor energético iraniano para permitir as exportações de petróleo como parte do acordo preliminar.

O pacto assinado em 18 de junho estipulava que o trânsito pelo estreito deveria ser realizado de acordo com as regras estabelecidas pelo Irã. No entanto, Washington acusa Teerã de realizar bloqueios navais e impor rotas alternativas para Omã, o que está aumentando as tensões na região.

Nesse contexto, o governo Trump insinuou que as negociações continuam, embora um cessar-fogo ainda não tenha sido estabelecido. O Irã, por sua vez, reiterou sua disposição de tomar as medidas necessárias para defender seus interesses e não ceder à pressão dos EUA.

A situação reflete um cenário de escalada diplomática e militar, onde ambos os lados se acusam mutuamente, nos últimos dias, de descumprimento dos compromissos assumidos, embora o Irã mantenha seu desejo de consolidar a estabilidade alcançada após a cessação das hostilidades.

Trump alerta que os EUA ‘dizimariam e destruiriam’ o Irã por tentativa de assassinato

O presidente Donald Trump alertou na sexta-feira que os Estados Unidos “dizimariam e destruiriam” o Irã caso o país persa realizasse uma tentativa de morte contra ele.

“Mil mísseis estão prontos para serem lançados contra a República Islâmica do Irã, com milhares de outros a serem disparados imediatamente em seguida, caso o governo iraniano cumpra sua ameaça, proferida em vários cantos do mundo, de assassinar, ou tentar assassinar, o atual presidente dos Estados Unidos da América, neste caso, EU!”, escreveu Trump no Truth Social.

O republicano afirmou já ter instruído as forças armadas dos EUA a estarem preparadas para retaliar caso o Irã realize uma tentativa de assassinato contra ele.

“As ordens já foram dadas, e as Forças Armadas dos EUA estão prontas, dispostas e aptas, por um período de um ano, sujeito a prorrogação, a dizimar e destruir completamente todas as áreas do Irã – GLÓRIA A DEUS!” disse Trump.

Os comentários de Trump surgiram um dia depois de The Wall Street Journal ter noticiado que a inteligência israelense havia compartilhado recentemente informações com autoridades americanas indicando que o Irã estava considerando um novo plano para assassinar o presidente.

(*) com informações de teleSUR