Segunda-feira, 20 de abril de 2026
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O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, afirmou nesta segunda-feira (16/03) que os bombardeios israelenses contra depósitos de combustível na capital iraniana constituem uma violação do direito internacional, cobrando a responsabilização de Israel.

“Os bombardeios de Israel contra depósitos de combustível em Teerã violam o direito internacional e constituem um ecocídio”, escreveu o chanceler, nas redes sociais. “Os moradores enfrentam danos de longo prazo à sua saúde e bem-estar. A contaminação do solo e das águas subterrâneas pode ter impactos por gerações”, acrescentou, ao pedir punição contra Israel “por seus crimes de guerra”.

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Na manhã desta segunda-feira (16/03), em coletiva de imprensa, ele reiterou que o país não enviou qualquer mensagem pedindo trégua desde o início da ofensiva, em 28 de fevereiro. “Não enviamos nenhuma mensagem nem fizemos qualquer pedido de cessar-fogo”, declarou.

“Esta guerra deve terminar de modo que não continue mais e que os inimigos não pensem em agressão novamente. Eles aprenderam uma boa lição até agora”, explicou. Na avaliação do chanceler iraniano, os ataques demonstraram aos adversários “a grande nação que estão enfrentando” e que o país continuará a se defender pelo tempo que considerar necessário.

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Mohammadhosein Moyahedinejat/Tasnim

O tema também foi abordado durante em entrevista do chanceler à rede CBS, no domingo (15/03). “O Irã não buscou nem um cessar-fogo nem negociações. Tais alegações são delirantes”, afirmou Aragchi.

“Nossas poderosas Forças Armadas continuarão atirando até que o presidente dos EUA perceba que a guerra ilegal que ele está impondo tanto aos americanos quanto aos iranianos é errada e jamais deve se repetir. As vítimas também devem ser indenizadas”, complementou.

Estreito de Ormuz

O chanceler iraniano também comentou a pressão do presidente norte-americano, Donald Trump, para que as potências europeias garantam a segurança do Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de um quinto do petróleo comercializado no mundo. O estreito “está aberto do ponto de vista do Irã”, mas “fechado apenas para os inimigos e seus aliados”, reiterou.

Ao comentar que Washington está pedindo ajuda de outros países, inclusive da China, para manter o estreito aberto, ele fez um apelo aos países da região. “O Irã apela aos seus vizinhos irmãos para que expulsem os agressores estrangeiros, especialmente porque sua única preocupação é Israel”, destacou.

Em publicação nas redes sociais na sexta-feira (14/03), Aragchi havia havia ironizado a política energética ocidental diante da guerra. “Os EUA passaram meses pressionando a Índia para interromper as importações de petróleo da Rússia. Após duas semanas de guerra com o Irã, a Casa Branca agora implora ao mundo — incluindo a Índia — que compre petróleo bruto russo”, disse.

E complementou: “a Europa pensou que apoiar uma guerra ilegal contra o Irã garantiria o apoio dos EUA contra a Rússia. Patético”.