Irã acusa Israel de sabotar cessar-fogo e esforços diplomáticos ao atacar Líbano
Chanceler iraniano disse que regime sionista tenta deliberadamente prolongar guerra regional e advertiu que 'consequências recairão sobre os EUA'
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, condenou os ataques israelenses ao Líbano e considerou como uma tentativa deliberada de prolongar o conflito no Oriente Médio e atrapalhar esforços diplomáticos, de acordo com as informações divulgadas nesta quinta-feira (09/04) pela agência estatal IRNA.
Segundo o veículo, o chanceler iraniano abordou a questão com seu homólogo do Chipre, Constantinos Kombos. Durante conversa telefônica, Araghchi afirmou que Teerã adotou uma “abordagem responsável” ao aceitar a proposta de cessar-fogo mediada pelo Paquistão, destinada a abrir caminho para negociações que levem ao fim definitivo da guerra com os Estados Unidos e Israel.
“Os ataques israelenses ao Líbano são um ato maligno do regime sionista para continuar a guerra na região e sabotar a diplomacia, cujas consequências recairão sobre os Estados Unidos”, disse o ministro iraniano, citado pela agência.
Araghchi também mencionou “crimes de guerra” cometidos por Washington e Tel Aviv durante a agressão militar contra o Irã, antes do cessar-fogo, e sustentou que a comunidade internacional tem a responsabilidade de condenar esses atos e de exigir responsabilização, inclusive de nações cúmplices aos ataques norte-americanos e israelenses.
Em relação aos ataques do regime sionista contra o Líbano, o ministro ressaltou que o país vitimado fazia parte do cessar-fogo, ponto que também foi enfatizado pelo primeiro-ministro do Paquistão. Nesse sentido, Araghchi alertou que as repetidas violações dos Estados Unidos em seus compromissos geraram desconfiança global em relação às ações de Washington.
Por sua vez, o ministro das Relações Exteriores cipriota Kombos, cujo país atualmente detém a presidência rotativa da União Europeia, saudou o cessar-fogo e enfatizou a necessidade de todas as partes respeitarem o acordo, priorizando a diplomacia.
(*) Com RT en Español























