Sábado, 11 de abril de 2026
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O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Baqer Qalibaf, advertiu neste domingo (05/04) o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que suas “ações insensatas” ameaçam “toda a nossa região queimar”. A posição se deu após o republicano reiterar suas ameaças de destruir a infraestrutura civil iraniana caso o regime não libere o Estreito de Ormuz.

“Suas ações insensatas estão arrastando os Estados Unidos para um verdadeiro INFERNO para cada uma das famílias, e toda a nossa região vai queimar porque você insiste em seguir as ordens do [primeiro-ministro israelense Benjamin] Netanyahu”, escreveu a autoridade iraniana na plataforma X. Em sua postagem na versão inglesa, Qalibaf acrescentou que “a única solução real é respeitar os direitos do povo iraniano e encerrar este jogo perigoso”.

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Neste mesmo dia, o mandatário norte-americano intensificou o tom de suas ameaças e disse que está considerando “explodir tudo” e apreender o petróleo iraniano, caso não haja acordo. “Você vai ver pontes e usinas de energia caírem por todo o seu país”, afirmou a um repórter da emissora conservadora Fox News.

Ele também publicou em suas redes sociais a data exata do mais recente ultimato dado unilateralmente ao Irã para chegar a um acordo referente à reabertura do Estreito de Ormuz.

“Terça-feira, 20h, horário do leste dos EUA!'” escreveu ele em sua rede Truth Social, sem especificar mais detalhes sobre o assunto.

No sábado (04/04), Trump havia dito que o país persa tinha 48 horas para reabrir completamente a rota marítima, sob pena de as Forças Armadas norte-americanas fazerem recair um “inferno” sobre os iranianos. Pelo prazo, os ataques dariam início na segunda-feira (06/04).

O país persa, por sua vez, apenas autorizou a passagem de navios que transportam bens essenciais e ajuda humanitária para seus portos através do Estreito de Ormuz, segundo a agência estatal iraniana Tasnim. A autorização foi concedida em uma carta que estabelece que as embarcações, incluindo as que já estão no Golfo de Omã, devem coordenar a travessia com autoridades iranianas e seguir protocolos específicos para atravessar a região.

(*) Com RT en Español