Quarta-feira, 12 de agosto de 2026
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O Estreito de Ormuz não retornará à situação anterior ao conflito e Teerã adotará mecanismos para garantir o pleno respeito aos seus direitos soberanos, afirmou neste domingo (02/08) o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei.

“Em hipótese alguma o Estreito de Ormuz deve retornar à situação anterior a fevereiro”, afirmou ele em entrevista a um veículo de comunicação local.

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O porta-voz observou que o Irã passou por momentos muito difíceis nos últimos meses devido a esse conflito iniciado pelos EUA, e que é necessário garantir que a passagem marítima não seja usada contra o país por partes hostis.

Ele especificou que as negociações em curso com Omã são bilaterais e não envolvem terceiros. E, esclareceu ainda que o corredor marítimo, que historicamente atravessava as águas territoriais omanitas, já não faz parte do atual quadro de negociações.

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“A rota, reconhecida internacionalmente desde 1968 e aprovada pela Organização Marítima Internacional, atravessava inteiramente as águas territoriais de Omã”, afirmou.

Baghaei revelou que, no memorando de entendimento — que suspendeu brevemente as hostilidades com os EUA —, o Irã comprometeu seu homólogo a aceitar que Teerã administrasse o Estreito de Ormuz, em consulta com Omã e outros países da região. Ele afirmou que, durante o período em que o acordo esteve em vigor, a rota norte permaneceu aberta ao tráfego marítimo.

O oficial iraniano denunciou Washington por não permitir que o prazo de 30 dias estipulado no memorando fosse cumprido para restaurar o tráfego marítimo aos níveis pré-conflito. Baghaei acusou os Estados Unidos de cometerem “um crime de agressão” contra a República Islâmica antes do término do prazo.

Em 8 de julho, o presidente dos EUA, Donald Trump, pôs fim ao cessar-fogo alcançado na noite de 17 para 18 de junho, após o qual as forças norte-americanas lançaram diversos ataques contra o Irã. Washington acusou Teerã de atacar navios mercantes no estratégico Estreito de Ormuz. O país persa, por sua vez, acusou a Casa Branca de violar o memorando de entendimento e respondeu com repetidos ataques a bases militares estadunidenses no Oriente Médio.