Quarta-feira, 9 de setembro de 2026
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O secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional (SNSC, na sigla em inglês) do Irã, major-general Mohsen Rezaei, alertou nesta quarta-feira (02/09) que a nação adotará uma “nova estratégia” para “destruir” a presença norte-americana na região. A declaração se deu após o Exército dos Estados Unidos retomar seus ataques contra supostos alvos ao redor do Estreito de Ormuz. Em um deles, alvejou uma festa de casamento, matando quatro civis, sendo uma criança entre as vítimas fatais.

“Com essa agitação desesperada, vocês não só falharão em sair das profundezas do inferno que criaram para si mesmos, como logo testemunharão como a nova estratégia do Irã no campo de batalha, a diplomacia e o combate ao bloqueio econômico vão destruir seus alicerces”, escreveu Rezaei na plataforma X.

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A agressão militar norte-americana que foi retomada na terça-feira (01/09) resultou, segundo o porta-voz do Ministério da Saúde iraniano, Hossein Kermanpour, na morte de 18 pessoas, incluindo duas mulheres e uma criança. Além disso, 142 pessoas ficaram feridas, incluindo 61 mulheres e 44 menores. 

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Em uma resposta retaliatória, a Guarda Revolucionária iraniana lançou uma onda de ataques contra bases e instalações militares norte-americanas na Jordânia, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Bahrein e Iraque.

Trump diz que novos confrontos não vão durar muito

O presidente norte-americano Donald Trump disse nesta quarta-feira que não espera que as hostilidades contra o Irã vão durar por muito mais tempo, além de apontar que Israel não deveria se preocupar com a guerra. À emissora pública Kan, o republicano prometeu proteger o regime sionista em meio à escalada de tensões no Oriente Médio.

“Israel não deve se preocupar. Sabe por quê? Porque eu sou o presidente e vou cuidar de Israel”, disse.

Já a repórteres no Salão Oval, Trump disse que a última escalada contra o país persa não se prolongaria muito. “Não acho que vai demorar muito. Não sei quanto mais eles aguentam”, afirmou o republicano.

Vale lembrar que, desde o início da guerra, em 28 de fevereiro, e, durante meses, Trump veio alegando que o conflito terminaria “em breve”. No entanto, as tensões regionais e o conflito seguem em curso pelo sétimo mês consecutivo.

(*) Com Tasnim

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