Irã alerta EUA sobre ‘grave erro de cálculo’ após Trump alegar controle do Estreito de Ormuz
Chanceler iraniano destacou que Washington tem histórico equívocos devido a 'falhas de inteligência', citando como exemplo o início da guerra contra Teerã
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, emitiu nesta quinta-feira (13/08) um alerta aos Estados Unidos sobre o risco de voltarem a cometer um “erro de cálculo ainda maior” ao alegarem ter controle total sobre o Estreito de Ormuz. De acordo com o chanceler, o início de uma guerra com Teerã, que tem afetado o mercado global e tensionado a região do Oriente Médio, decorreu de “falhas de inteligência” de Washington.
“Há muito tempo os EUA têm calculado mal devido a falhas de inteligência. Um exemplo claro: a guerra ao Irã. Agora, um erro de cálculo ainda maior no Estreito de Ormuz”, escreveu ele na plataforma X.
The U.S. has long miscalculated due to intelligence failures. Case in point: The war on Iran. Now, an even bigger miscalculation on the Strait of Hormuz.
Worse than fake news is fake intelligence. Be careful.
Allah is Great, Greater than ANY power on Earth. In Allah we trust.
— Seyed Abbas Araghchi (@araghchi) August 13, 2026
A declaração do chanceler iraniano se dá um dia depois que o presidente norte-americano Donald Trump garantiu que a passagem estratégica pelo mar é mantida pelos Estados Unidos. Separadamente, a Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico do Irã, responsável por administrar o tráfego marítimo em Ormuz, rejeitou as alegações norte-americanas sobre uma suposta reabertura da via.
O funcionário iraniano também chamou atenção para reportagens publicadas na quarta-feira (12/08) pelo jornal The Washington Post, segundo as quais o governo israelense teria comunicado à Agência Central de Inteligência (CIA) norte-americana sobre uma suposta ameaça de assassinato contra Trump durante uma visita à Turquia.
Segundo o periódico, analistas de inteligência não consideraram convincentes as informações apresentadas pelo regime sionista. Um funcionário norte-americano citado pelo jornal confirmou que os alertas sobre um possível ataque ao republicano vieram de fontes israelenses e não dos serviços de inteligência de Washington.
Outros oficiais de inteligência disseram que o alerta emitido por Tel Aviv pode ter tido a intenção de influenciar a política dos Estados Unidos em relação ao Oriente Médio, levantando dúvidas sobre se realmente foi feito para proteger Trump.
Sobre esses relatórios, Araghchi argumentou que “inteligência enganosa é pior do que notícias falsas”, ao mesmo tempo em que questionou as consequências de tomar decisões baseadas em avaliações de inteligência pouco críveis.
(*) Com Tasnim e Telesur























