Quarta-feira, 2 de setembro de 2026
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O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, emitiu nesta quinta-feira (13/08) um alerta aos Estados Unidos sobre o risco de voltarem a cometer um “erro de cálculo ainda maior” ao alegarem ter controle total sobre o Estreito de Ormuz. De acordo com o chanceler, o início de uma guerra com Teerã, que tem afetado o mercado global e tensionado a região do Oriente Médio, decorreu de “falhas de inteligência” de Washington.

“Há muito tempo os EUA têm calculado mal devido a falhas de inteligência. Um exemplo claro: a guerra ao Irã. Agora, um erro de cálculo ainda maior no Estreito de Ormuz”, escreveu ele na plataforma X.

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A declaração do chanceler iraniano se dá um dia depois que o presidente norte-americano Donald Trump garantiu que a passagem estratégica pelo mar é mantida pelos Estados Unidos. Separadamente, a Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico do Irã, responsável por administrar o tráfego marítimo em Ormuz, rejeitou as alegações norte-americanas sobre uma suposta reabertura da via.

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O funcionário iraniano também chamou atenção para reportagens publicadas na quarta-feira (12/08) pelo jornal The Washington Post, segundo as quais o governo israelense teria comunicado à Agência Central de Inteligência (CIA) norte-americana sobre uma suposta ameaça de assassinato contra Trump durante uma visita à Turquia.

Segundo o periódico, analistas de inteligência não consideraram convincentes as informações apresentadas pelo regime sionista. Um funcionário norte-americano citado pelo jornal confirmou que os alertas sobre um possível ataque ao republicano vieram de fontes israelenses e não dos serviços de inteligência de Washington.

Outros oficiais de inteligência disseram que o alerta emitido por Tel Aviv pode ter tido a intenção de influenciar a política dos Estados Unidos em relação ao Oriente Médio, levantando dúvidas sobre se realmente foi feito para proteger Trump.

Sobre esses relatórios, Araghchi argumentou que “inteligência enganosa é pior do que notícias falsas”, ao mesmo tempo em que questionou as consequências de tomar decisões baseadas em avaliações de inteligência pouco críveis.

(*) Com Tasnim e Telesur