Terça-feira, 6 de outubro de 2026
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Em comunicado divulgado nesta quarta-feira (15/04), o governo do Irã afirmou que se o bloqueio naval dos Estados Unidos aos portos do país for mantido, o Exército iraniano bloqueará rotas comerciais no Golfo Pérsico, no Mar de Omã e no Mar Vermelho.

Segundo a agência iraniana IRNA, o major-general Ali Abdollahi, comandante do quartel-general central de Khatam al-Anbiya, afirmou que as forças armadas da República Islâmica poderiam agir para “não permitirão que quaisquer exportações ou importações continuem” nas três regiões marítimas.

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“Vamos atuar de forma decisiva para defender nossa soberania nacional e nossa integridade territorial, bem como salvaguardar nossos interesses”, argumentou Abdollahi, ao justificar sua declaração.

O comandante militar iraniano reiterou que a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC, por sua sigla em inglês), “tem mantido uma firme posição sobre a defesa da segurança marítima regional”, e alegou que a principal ameaça ao comércio marítimo na zona é a presença de navios de guerra e porta-aviões dos Estados Unidos.

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Na segunda-feira (13/04), o Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) declarou a implementação de um bloqueio a todo o tráfego marítimo que entra e sai dos portos iranianos, em conformidade com medida anunciada por seu presidente, Donald Trump.

A medida foi criticada pelo governo do Irã, que a denunciou como uma violação do direito internacional e da Carta da Organização das Nações Unidas (ONU).

Tensões pós-fracasso do diálogo

O bloqueio aos portos iranianos por parte dos Estados Unidos foi imposto dias depois do fracasso da reunião entre delegações de Teerã e Washington, realizadas no Paquistão, buscando um acordo abrangente de cessar-fogo para o conflito na região.

O comandante do quartel-general central Khatam al-Anbiya, do Irã, Ali Abdollahi
Tasnim

O principal encontro dessa negociação ocorreu no último sábado (11/04), em Islamabad, com a delegação iraniana, batizada de Minab 168 (em homenagem às estudantes de entre 7 e 12 anos mortas em um bombardeio lançado pelos Estados Unidos e por Israel a uma escola de ensino fundamental) e liderada pelo presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, e a delegação estadunidense, encabeçada pelo vice-presidente JD Vance.

Segundo a agência IRNA, Ghalibaf considerou que os Estados Unidos apresentaram “exigências excessivas e irracionais” e “não conseguiram conquistar a confiança da República Islâmica”.

Com informações de IRNA.

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