Irã anuncia fechamento de Ormuz após 'flagrantes violações' de Israel no Líbano
Teerã alertou que 'medidas adicionais' serão tomadas se agressão continuar; ataque israelense ao sul do território libanês matou 32 civis nesta madrugada
O Comando Central do Irã, o Quartel-General Central de Khatam al-Anbiya, anunciou neste sábado (20/06) o fechamento do Estreito de Ormuz, em resposta ao que chamou de “violação clara” por parte de Israel do primeiro ponto do memorando para o fim da guerra, que é o fim dos ataques contra o Líbano.
Em um comunicado citado pela mídia iraniana, o corpo militar justifica a medida pela “flagrante violação”, também por parte dos Estados Unidos, e “em resposta às contínuas e implacáveis violações do cessar-fogo pelo regime sionista no sul do Líbano“, que deixaram ao menos 32 mortos desde o amanhecer.
Ao mesmo tempo, denuncia o fato de as forças israelenses não terem se retirado do sul do país árabe. Alerta ainda que esse fechamento constitui o “primeiro passo em resposta à violação do acordo” e que, se a agressão continuar, “medidas adicionais serão planejadas e tomadas”.
Pouco depois, o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, negou a informação e disse à Fox News que não há evidências de que o Irã esteja bloqueando a passagem marítima.
Entretanto, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã informou que uma delegação viajará à Suíça para acompanhar o assunto e exigir o cumprimento das obrigações da outra parte.
O Ministério da Defesa do Irã também alertou neste sábado que, se os compromissos acordados no memorando de entendimento assinado com os EUA em 18 de junho não forem cumpridos, todo o acordo estará em risco, de acordo com a mídia local, Fars News.
“A outra parte deve tomar as medidas necessárias o mais rápido possível; caso contrário, todo o acordo estará em risco”, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei. Ele acrescentou que a abordagem se baseia na ideia de “compromisso por compromisso”. “Se a outra parte não cumprir seus compromissos, o Irã também responderá com as medidas necessárias”, alertou Baqaei.
Nesse contexto, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã indicou que seu país conseguiu assinar o pacto “após várias semanas de negociações muito intensas, diplomacia frenética com os esforços de mediadores internacionais, demonstração da boa vontade de Teerã e, mais importante, respaldada pela demonstração de seu poder no terreno e sua coesão nacional”.
“Portanto, não assinamos um compromisso fadado ao fracasso ou que careça de garantias executáveis. Naturalmente, não pouparemos esforços para implementar cada cláusula deste documento”, acrescentou.
Nas últimas semanas, o presidente dos EUA, Donald Trump, criticou publicamente a intensidade das ações militares de Tel Aviv no país árabe, em meio aos esforços diplomáticos para alcançar um acordo de paz inicial entre Washington e Teerã, que foi finalmente assinado nesta quarta-feira.
(*) com RT em Espanhol
























