Quarta-feira, 13 de maio de 2026
APOIE
Menu

O Irã entregou nesta sexta-feira (01/05) um novo texto com suas condições para alcançar um acordo para o fim definitivo da guerra com os Estados Unidos e Israel.

A informação foi difundida pela agência estatal IRNA, que acrescentou uma declaração do chanceler iraniano Abbas Araghchi sobre a elaboração da nova oferta do país.

Tudo que a grande mídia não mostra, do seu jeito.

Ícone Newsletter

Newsletter

Notícias internacionais, com análise crítica e independente. Sem filtros.
Ícone WhatsApp

Canal do WhatsApp

O mundo em movimento direto no seu celular. Informação pronta para compartilhar
Ícone YouTube

OM no YouTube

Opinião, contexto e coragem jornalística. Tudo no nosso canal. Sintonize em Opera Mundi

Segundo o ministro das Relações Exteriores do Irã, o país teria mudado alguns pontos de suas propostas anteriores após conversar realizadas nos últimos dias com outros países da região.

Entre os países consultados pela diplomacia iraniana nos últimos dias estariam Arábia Saudita, Azerbaijão, Catar, Egito, Iraque e Turquia, além do próprio Paquistão, nação que tem atuado como mediadora do diálogo entre Teerã e Washington.

Mais lidas

Boa fé, mas com desconfiança

Araghchi também afirmou que o Irã tomou uma iniciativa “de boa fé” ao produzir uma nova oferta para buscar um entendimento com os Estados Unidos, mas que espera receber, em contrapartida, uma contraproposta “sem exigências excessivas” por parte do país norte-americano.

“O Irã não iniciou esta guerra imposta, mas está preparado para seguir a via diplomática, caso os Estados Unidos mudem sua abordagem de exigências excessivas, retórica ameaçadora e ações provocativas”, explicou.

Apesar de o Irã não revelar o conteúdo de sua nova proposta, seu chanceler deu a entender que uma das coisas em que seu país não abriu mão, no novo texto, é sobre a necessidade de impor mecanismos que sirvam como “garantias concretas” de que nem Estados Unidos nem Israel voltarão a atacar o território iraniano.

O chanceler iraniano Abbas Araghchi
Sergey Guneev / Sputnik

O ministro justificou a postura lembrando das “repetidas violações de compromissos” feitas pelos Estados Unidos e por Israel – neste último caso, citando mais especificamente as violações dos acordos para o fim do genocídio em Gaza e da recente invasão ao território do Líbano – e acrescentou que seu país mantém uma “absoluta desconfiança” de ambos os países.

Ao concluir sua mensagem, Araghchi enfatizou que “as forças armadas do Irã continuarão totalmente em prontidão e preparadas para uma defesa abrangente e firme da integridade do nosso território em caso de qualquer tentativa de retomar as agressões”.

Com informações de IRNA.