Irã ataca bases militares norte-americanas no Kuwait, Bahrein, Omã e Jordânia
Dois navios também foram alvejados ao tentar atravessar Estreito de Ormuz; ofensiva responde aos bombardeios dos EUA contra país
Teerã promoveu uma série de ataques contra bases militares do Pentágono em vários países do Oriente Médio nesta segunda-feira (13/07). A ofensiva responde aos ataques norte-americanos realizados na noite deste domingo (12/07) contra cidades próximas ao Estreito de Ormuz.
A Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) também abriu fogo contra duas embarcações que tentavam atravessar o Estreito de Ormuz. Segundo a imprensa estatal iraniana, “elas foram alvejadas e interceptadas por tiros de advertência disparados pela Marinha da Guarda Revolucionária”.
Os ataques norte-americanos nas cidades portuárias de Bandar Abbas, Sirik e Jask, bem como na ilha de Qeshm, atingiram sistemas de defesa aérea, radares, equipamentos de mísseis, drones e embarcações iranianas.
Em retaliação, o Irã atacou instalações militares dos Estados Unidos no Bahrein e no Kuwait; atingiu sistemas de radar em Omã e também tanques de combustível e depósitos de munição na base aérea Príncipe Hassan, na Jordânia.

Irã ataca bases militares norte-americanas no Kuwait, Bahrein, Omã e Jordânia
Mostafa Tehrani / Tasnim
Ataques dos EUA
Mortes foram registradas em várias localidades do Irã. Segundo o vice-governador da província de Isfahan, uma pessoa morreu e outras sete ficaram feridas em um ataque dos Estados Unidos contra uma base militar na cidade de Nain. A mídia estatal também informou a morte de um tenente da Marinha iraniana durante bombardeios noturnos no porto de Jask.
Em Mahshahr, outra pessoa morreu e quatro ficaram feridas após um ataque aéreo contra uma estação de bombeamento de água utilizada para fins agrícolas. Também no sul do país, um funcionário de uma empresa de telecomunicações morreu e outras duas pessoas ficaram feridas na província de Hormozgan.
Relatos da imprensa iraniana também apontaram explosões nos arredores da cidade portuária de Bandar Abbas e da ilha de Qeshm, duas áreas estratégicas próximas ao Estreito de Ormuz.
Países do Golfo
Após a retaliação iraniana, países do Golfo se manifestaram. A Jordânia informou ter interceptado e abatido quatro mísseis disparados a partir do território iraniano, enquanto as Forças Armadas do Kuwait relataram a interceptação de “alvos aéreos hostis” em seu espaço aéreo.
O Bahrein declarou que seus sistemas de defesa destruíram diversos mísseis e drones iranianos, acusando Teerã de ampliar deliberadamente os ataques contra civis. Já Omã informou que sirenes foram acionadas em diferentes localidades, orientando os moradores a se dirigirem ao abrigo mais próximo.
A crise também atingiu o Iêmen. O governo iemenita anunciou ter bombardeado a pista do aeroporto internacional de Sanaa para impedir o pouso de uma aeronave iraniana.
Segundo o Ministério da Defesa do país, “as milícias terroristas houthis – apoiadas pelo regime iraniano – impediram que aeronaves nacionais iemenitas pousassem no aeroporto da capital, Sanaa”.
Elas “insistiram em permitir que um avião iraniano violasse o território iemenita” e, em consequência, “a pista do aeroporto foi alvejada”, afirmou o ministério.
Europa
Após os ataques, os ministros das Relações Exteriores da Alemanha, França e Grã-Bretanha emitiram um comunicado condenando Teerã e pedindo o reestabelecimento do cessar-fogo entre Irã e Estados Unidos.
“Condenamos os ataques hediondos do Irã contra navios mercantes no Estreito de Ormuz e contra países da região, incluindo Catar, Kuwait, Omã e Jordânia”, afirmam.























