A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) lançou nesta quarta-feira (09/09) um ataque de mísseis contra bases militares utilizadas pelos Estados Unidos na Jordânia, como parte de uma operação retaliatória, chamada “Punição do Agressor”.
A IRGC também confirmou ataques contra dois destróieres da Marinha dos EUA, outras duas embarcações norte-americanas e oito petroleiros no Estreito de Ormuz. Segundo o IRGC, também foram alvejados outros dez “navios infratores”, acusados de tentar atravessar uma “zona proibida e insegura” da passagem marítima.
Segundo o Comando iraniano, na Jordânia, os mísseis tiveram como alvo a Base Aérea de Al Azraq e atingiram diretamente hangares de manutenção, áreas de estacionamento e abrigos para caças F-35, F-16 e F-15 das Forças Armadas dos EUA, causando múltiplos impactos na infraestrutura militar. Relatos adicionais indicam que as instalações aéreas de Muaf Al-Salti e Príncipe Hasan também estavam entre os alvos da operação.
As Forças Armadas da Jordânia, por sua vez, disseram ter interceptado 18 dos 20 mísseis balísticos disparados do Irã em direção ao território jordaniano. Segundo Amã, outros dois projéteis caíram em áreas abertas e não houve registro de vítimas.

A ação armada ocorreu em resposta ao bombardeio de cinco navios-tanque de petróleo bruto iranianos pelas forças do Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM), na noite desta terça-feira (08/09). Segundo a unidade militar, as tripulações receberam ordens para abandonar as embarcações antes dos ataques.
A agressão norte-americana ocorre após a Guarda Revolucionária atacar um navio de guerra da Marinha dos EUA. Segundo o CENTCOM, a embarcação escapou ilesa dos ataques.
O Comando norte-americano também contestou a informação iraniana sobre os ataques aos destróieres. “Nenhum navio de guerra da Marinha dos EUA foi atingido. Todas as tentativas de ataque da Guarda Revolucionária Islâmica falharam”, afirmou.
O comunicado afirma, ainda, que a ofensiva contra embarcações iranianas é mais ampla e dez petroleiros iranianos foram atingidos na última semana. “Essas embarcações faziam parte de uma rede clandestina multimilionária que financia a Guarda Revolucionária Islâmica, e o Irã não tem condições de defendê-las”, declarou.
Em resposta, o Comando militar iraniano atribuiu os ataques dos EUA contra seus navios mercantes a um sinal de fraqueza: “sua constante resiliência exauriu o inimigo norte-americano, enquanto a força e a resiliência dos defensores do Irã no Estreito de Ormuz deixaram os líderes da Casa Branca perplexos e desesperados”, afirmou.