Irã atinge instalações militares em Israel e bases norte-americanas no Kuwait e Bahrein
Guarda Revolucionária ataca alvos em Tel Aviv, Kiryat Shmona e Bnei Brak, incluindo comando militar das Forças de Defesa de Israel (IDF) na cidade de Safed, ao norte do país
A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) anunciou nesta quarta-feira (25/03) o início da 80ª onda de ataques como parte de seu contra-ataque “Verdadeira Promessa 4” contra o inimigo sionista. Segundo a organização de defesa da Revolução Iraniana, durante essa fase foram atingidos “pontos estratégicos” e centros militares localizados ao norte de Israel.
Especificamente, a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) declarou que o comando militar das Forças de Defesa de Israel (IDF) na cidade de Safed foi atacado. O comunicado acrescentou que a ofensiva foi realizada em apoio ao grupo xiita libanês Hezbollah.
A Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), citada pela agência de notícias Tasnim, indicou que o ataque “marca o início de uma série de operações previamente anunciadas”.
Além dos alvos mencionados em Israel, a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) também afirmou ter atingido alvos em outras cidades israelenses, especificamente Tel Aviv, Kiryat Shmona e Bnei Brak.
A declaração também incluiu referências a bases ligadas aos EUA no Golfo. Entre as instalações citadas estavam Ali Al Salem e Camp Arifjan, ambas no Kuwait, bem como a Base Aérea de Sheikh Isa no Bahrein.
Ataque sionista à usina nuclear de Bushehr
Antes do destacamento iraniano, a Organização de Energia Atômica do Irã (AEOI) informou que Israel havia atacado a área da instalação nuclear de Bushehr, sem relatos de mortes ou feridos, nem de grandes danos materiais.
“Como resultado de ações hostis do inimigo americano-sionista, por volta das 21h08, um projétil atingiu o território da usina nuclear de Bushehr. De acordo com avaliações preliminares, não houve danos materiais ou vítimas, e nenhuma parte da instalação foi afetada”, afirmou o comunicado da agência.
Em resposta a essa queixa, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) apelou à máxima contenção em relação a ataques a essas áreas extremamente sensíveis.
“Segundo o Irã, a instalação nuclear não sofreu danos, não houve feridos entre os funcionários e a usina está operando normalmente. O Diretor-Geral da AIEA, Rafael Grossi, reitera seu apelo à máxima contenção para evitar riscos à segurança nuclear durante o conflito”, publicou a agência em sua conta no Twitter.
Vale ressaltar que o Irã declarou estar exercendo seu legítimo direito de autodefesa desde 28 de fevereiro, em resposta à agressão conjunta da aliança entre os Estados Unidos e Israel contra áreas residenciais, infraestrutura civil e recursos naturais, que causou milhares de mortes e feridos.
Desde então, mais de 1.500 civis foram mortos em ataques perpetrados pelo imperialismo “ianque” e pelo Estado sionista.
























