Quinta-feira, 26 de março de 2026
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Um caça F-35 dos Estados Unidos foi forçado a fazer um pouso de emergência em uma base aérea indefinida no Oriente Médio após ser atingido, pela primeira vez, pelas forças iranianas, de acordo com os relatos da emissora CNN nesta quinta-feira (19/03). De acordo com o Comando Central das Forças Armadas norte-americanas (CENTCOM, na sigla em inglês), o incidente está “sob investigação”.

À rede norte-americana, o porta-voz do CENTCOM, Tim Hawkins, informou que a aeronave estava em uma missão de combate sobre o Irã quando foi obrigada a pousar na região. 

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Trata-se da primeira vez que Teerã mira uma aeronave norte-americana desde o início da guerra, em 28 de fevereiro. O caça que foi atingido é da quinta geração, sendo o mais moderno do arsenal dos Estados Unidos. Anteriormente, Washington só tinha perdido em combate três caças F-15E. 

O Corpo da Guarda Revolucionária do Irã (IRGC, na sigla em inglês) reivindicou a responsabilidade do ataque, confirmando ter abatido o modelo F-35 dos Estados Unidos na região central da nação persa. Informou ainda que o destino específico da aeronave é desconhecido.

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X/U.S. Central Command

Ataque a instalações petrolíferas

De acordo com a Sede Central de Khatam al-Anbiya do Irã, as operações militares retaliatórias do país persa continuam em vigor. O órgão também emitiu um alerta aos inimigos sobre os recentes ataques à infraestrutura energética do país.

“Alertamos o inimigo de que vocês cometeram um grave erro ao atacar a infraestrutura energética da República Islâmica do Irã, e a resposta a isso está em andamento e ainda não está concluída”, acrescentou, referindo-se à retaliação do IRGC contra instalações petrolíferas associadas aos Estados Unidos na região do Golfo.

A represália foi consequência do ataque de Israel ao campo de gás South Pars do Irã – que compartilha com o Catar. A ofensiva israelense desencadeou ataques retaliatórios por parte da nação persa contra o complexo de gás Ras Laffan, no Catar, e outros vizinhos do Golfo.

A guarda iraniana negou a intenção de escalar o conflito para instalações petrolíferas, mas destacou ter entrado em uma “nova fase de guerra” após a agressão inimiga contra as suas infraestruturas energéticas. “A necessidade de defender a infraestrutura do Irã obrigou o IRGC a mirar em instalações de energia ligadas aos Estados Unidos e aos atores norte-americanos”, afirmou.

Por sua vez, o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, emitiu um alerta dizendo que a nação demonstraria “zero restrições” se sua infraestrutura energética fosse novamente visada.

“Nossa resposta ao ataque de Israel à nossa infraestrutura utilizou a FRAÇÃO do nosso poder. A ÚNICA razão para contenção era o respeito pela desescalada solicitada. ZERO restrição se nossas infraestruturas forem atacadas novamente”, escreveu o ministro em rede social.

(*) Com Tasnim