Sexta-feira, 10 de abril de 2026
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O Irã autorizou neste sábado (04/04) a passagem de navios que transportam bens essenciais e ajuda humanitária para seus portos através do Estreito de Ormuz, segundo a agência estatal iraniana Tasnim.

A autorização foi concedida em uma carta que estabelece que as embarcações, incluindo as que já estão no Golfo de Omã, devem coordenar a travessia com autoridades iranianas e seguir protocolos específicos para atravessar a região.

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Tal medida não representa a reabertura completa do Estreito de Ormuz, navios ligados aos Estados Unidos e Israel continuam restringidos no tráfego marítimo.

O Estreito de Ormuz, na costa norte do Irã, é uma das principais rotas marítimas do planeta, responsável por conectar o Golfo Pérsico ao Oceano Índico. A via é estratégica para o transporte de petróleo e também produtos agropecuários.

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O tráfego marítimo na área foi afetado desde que Washington e Tel Aviv atacaram Teerã no final de fevereiro, dando início a um conflito que já dura mais de um mês. O Irã tem controlado a passagem de navios.

O conflito praticamente interrompeu os embarques de cerca de um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo pelo estreito, causando interrupções no fornecimento e alta do preço do petróleo.

Estreito de Ormuz
Jacques Descloitres, MODIS Land Rapid Response Team, NASA / Wikimedia Commons

Uso de força no Estreito de Ormuz

O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) deve votar na próxima semana uma resolução do Bahrein para proteger a navegação comercial no Estreito de Ormuz, o que poderia incluir o uso da força.

A reunião dos 15 membros do conselho foi inicialmente marcada para esta sexta-feira (03/04), mas foi adiada sem que uma nova data tenha sido anunciada.

No entanto, diplomatas envolvidos no tema avaliam que a votação seja marcada para a próxima semana.

O Bahrein, que atualmente preside o Conselho de Segurança, finalizou um esboço de uma resolução na quinta-feira (02/04) que autoriza “todos os meios defensivos necessários” para proteger a navegação comercial em Ormuz.

O texto, entretanto, enfrentou a resistência da China, da Rússia e de outros países e foi atenuada em relação à sua forma original.

A China, que tem poder de veto como membro permanente do conselho, deixou clara sua oposição a qualquer autorização do uso da força. A China e o Irã mantêm uma forte parceria estratégica e econômica, com o país asiático comprando a maior parte do petróleo do país persa.

O Bahrein, apoiado em seus esforços para garantir uma resolução por outros países árabes do Golfo e pelos Estados Unidos, já havia retirado uma referência explícita à aplicação obrigatória da força no Estreito de Ormuz, em uma tentativa de superar as objeções de outras nações, especialmente da Rússia e da China.

O esboço de resolução finalizado autoriza as medidas “por um período de pelo menos seis meses e até que o Conselho decida de outra forma”.

(*) com Agência Brasil