Irã condena bloqueio dos EUA a Ormuz e alerta que ação viola cessar-fogo
Porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baghaei, afirma que Teerã 'não pode ser bloqueado' e que Forças Armadas responderão 'de forma proporcional'
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, condenou na quarta-feira (15/04) o bloqueio naval dos EUA ao Estreito de Ormuz e alertou que essa ação viola o cessar-fogo.
“O Irã não pode ser bloqueado”, enfatizou Baghaei em uma coletiva de imprensa ao ser questionado se navios estavam navegando de e para o Irã, após o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciar na segunda-feira (13/04) a suspensão de todo o tráfego marítimo que entra e sai dos portos iranianos.
Baghaei salientou que as ações dos Estados Unidos são, em si mesmas, “comportamento provocativo, contrário aos princípios e fundamentos do direito internacional e desprovido de qualquer base jurídica, podendo ser consideradas um prelúdio para uma violação do cessar-fogo”.
Ele também previu que “se não se chegar a uma conclusão no processo diplomático, recorrer a outros meios de pressão não produzirá resultados e não terá sucesso”.
“A República Islâmica do Irã e suas forças armadas estão acompanhando de perto os acontecimentos e responderão de forma proporcional quando necessário”, afirmou ele.

Porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã Esmaeil Baghaei
Mohammad Hassanzadeh / Tasnim News
Em relação às sugestões europeias para a formação de uma coligação internacional, talvez sob os auspícios da ONU, com o objetivo de garantir a segurança da navegação no Estreito de Ormuz, incluindo operações de desminagem, Baqai afirmou que “a segurança do Estreito de Ormuz tem sido garantida pelo Irã há décadas. O Irã tem sido o guardião da segurança desta via navegável”.
Da mesma forma, Baghaei afirmou que o Irã, como país costeiro e com o apoio dos estados vizinhos, tem plena capacidade para garantir a segurança do estreito, desde que cesse a intervenção e a agressão dos EUA na região.
“Não entraremos em negociações para aceitar as condições dos Estados Unidos. Nosso critério são os interesses e os direitos da nação iraniana”, enfatizou.
Entretanto, o major-general Mohsen Rezai, membro do Conselho de Discernimento do Conveniência do Irã e também ex-comandante da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), alertou que “se as forças norte-americanas chegarem às praias e desembarcarem, ótimo para nós; então faremos milhares de prisioneiros e receberemos um bilhão de dólares por cada um”.
























