Irã confirma morte de chefe de Inteligência da Guarda Revolucionária em ataque dos EUA e Israel
Major-general Seyed Majid Khademi estava no cargo desde junho de 2025; Teerã reitera combate contra 'inimigos estrangeiros e seus esquemas maliciosos'
O chefe do serviço de Inteligência da Guarda Revolucionária do Irã (IRGC, na sigla em inglês), major-general Seyed Majid Khademi, foi morto em um ataque conduzido pelos Estados Unidos e por Israel, confirmou nesta segunda-feira (06/04) a própria força iraniana citada pela agência Tasnim. De acordo com o veículo iraniano, Khademi foi “martirizado” nesta manhã durante um “ataque terrorista do inimigo sionista-americano” na guerra em curso.
O IRGC destacou os esforços do mártir e que estes podem servir “como uma luz orientadora para a comunidade de inteligência do país por muitos anos, especialmente no enfrentamento de inimigos estrangeiros em níveis estratégicos e seus esquemas maliciosos e diabólicos voltados para infiltração e criação de instabilidade na segurança”.
Seyed Majid Khademi havia sido nomeado chefe do braço de inteligência da Guarda Revolucionária em junho de 2025, após o assassinato de seu antecessor, o general Mohammad Kazemi, em um ataque israelense. Segundo o comunicado do IRGC, o major-general registrou contribuições significativas, duradouras e instrutivas ao longo de quase meio século de tutela da Revolução e da pátria islâmica nos campos de inteligência e segurança.

Irã confirma morte de chefe de Inteligência da Guarda Revolucionária, major-general Seyed Majid Khademi, em ataque dos EUA e Israel
Tasnim
Após a ofensiva que matou o alto funcionário iraniano, o ministro da Defesa do regime sionista, Israel Katz, afirmou que operações semelhantes devem continuar. “Vamos continuar a caçá-los um por um”, declarou, acusando a Guarda Revolucionária, sem detalhes, de atacar civis.
As tensões regionais aumentaram desde que Estados Unidos e Israel lançaram uma ofensiva conjunta contra o Irã em 28 de fevereiro, que já provocou a morte de mais de 1,3 mil pessoas, incluindo o então líder supremo iraniano Ali Khamenei. Por sua vez, o país persa retaliou com ataques de drones e mísseis contra Israel, bem como contra vizinhos do Golfo que abrigam instalações militares norte-americanas, causando danos à infraestrutura, além de afetar os mercados globais e a aviação.
(*) Com Ansa e Tasnim























