Segunda-feira, 20 de abril de 2026
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Matéria atualizada às 18h

O governo do Irã reconheceu, nesta quarta-feira (08/04), que sua marinha voltou a bloquear a passagem de petroleiros pelo Estreito de Ormuz, em medida retaliatória ao fato de que, horas antes, Israel realizou diversos bombardeios contra o território do Líbano, o que viola o acordo com os Estados Unidos alcançado no ida anterior.

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Segundo a agência estatal Tasnim, Teerã considera que os bombardeios israelenses configuram violações a dois dos dez pontos estabelecidos no acordo com Washington. Um desses pontos consiste justamente no “fim dos ataques ao território libanês”.

Outro dos pontos violados prega o “fim de todos os combates regionais contra aliados iranianos”, o que inclui o grupo xiita Hezbollah, que atua no Líbano.

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A informação surge em um contexto em que Israel afirmou que sua operação militar no Líbano estaria fora do escopo do acordo entre Irã e Estados Unidos anunciado na terça-feira (07/04). A partir dessa postura, Tel Aviv promoveu nesta quarta um dos seus ataques mais violentos contra o sul do Líbano e regiões próximas à capital libanesa, Beirute.

Também segundo a Tasnim, o Irã deverá se retirar do acordo caso Israel prossiga com sua campanha de ataques contra o país vizinho.

Acusação aos EUA

A agência iraniana Mehr publicou, também nesta quarta, uma declaração de Mohsen Rezaei, ex-comandante da Guarda Revolucionária Islâmica e atual membro do Conselho de Discernimento do Irã.

O alto funcionário iraniano acusou os Estados Unidos de serem os culpados pelo que considerou como um “provável” fracasso do acordo, e afirmou que Washington é incapaz de se impor ante o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.

“A responsabilidade pelo colapso do cessar-fogo recai sobre os Estados Unidos, que ou não sabem como controlar, ou não conseguem controlar seu cão raivoso (Netanyahu)”, argumento Rezaei.

O ex-comandante da Guarda Revolucionário Islâmica também disse que “as violações (do acordo) por parte dos Estados Unidos também não serão toleradas”.

Irã repudia ataques de Israel ao território do Líbano
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Retaliações a Israel

Outra agência estatal iraniana, a Fars, difundiu um comunicado da Guarda Revolucionária Islâmica, na qual sugerem uma possível retaliação militar caso Israel prossiga com os bombardeios ao território libanês.

“Se as agressões contra o querido Líbano não cessarem imediatamente, cumpriremos nosso dever e daremos uma resposta contundente aos agressores malignos na região”, diz o comunicado.

Vale lembrar que, na mensagem publicada na terça-feira minutos após a divulgação do acordo com os Estados Unidos, o governo iraniano publicou um comunicado no qual disse que “o gatilho permanece em punho e, ao menor deslize do inimigo, a resposta será com toda a força”.

Com informações de Tasnim, Fars. e Mehr.