Irã declara instituições financeiras que apoiam Pentágono como 'alvos legítimos'
Presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Qalibaf, diz que venda de títulos do Tesouro dos EUA e outras operações no mercado de ações estão 'manchadas com sangue dos iranianos'
O Irã declarou que sua ofensiva contra os interesses dos EUA não se limita a alvos militares, mas também inclui as instituições financeiras que apoiam a máquina de guerra de Washington. A declaração foi feita pelo presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf.
Em um comunicado divulgado na plataforma X, o porta-voz explicou que os ataques não se limitam a bases militares, embaixadas ou outras instalações estratégicas, mas abrangem toda a estrutura financeira que apoia as operações contra Teerã desde 28 de fevereiro.
“Além das bases militares, as entidades que financiam o orçamento militar dos EUA são alvos legítimos”, disse Qalibaf, observando que a venda de títulos do Tesouro dos EUA e outras operações no mercado de ações estão “manchadas com o sangue dos iranianos”.
O líder alertou que aqueles que participam dessas transações podem sofrer represálias diretas contra suas sedes e bens, já que são considerados parte da máquina que sustenta a escalada da guerra.
إلى جانب القواعد العسكرية، تُعدّ تلك المؤسسات المالية التي تموّل الميزانية العسكرية للولايات المتحدة أهدافًا مشروعة. إنّ سندات الخزانة الأمريكية ملوّثة بدماء الإيرانيين. إذا بادرتم إلى شرائها، فإنكم في الواقع قد هاجمتم أصولكم ومقارّكم الرئيسية.
نحن نراقب محافظكم الاستثمارية.— محمدباقر قالیباف | MB Ghalibaf (@mb_ghalibaf) March 22, 2026
A declaração foi apresentada como um aviso final a indivíduos e empresas que colaboram com os Estados Unidos por meio de instrumentos de dívida pública, que Teerã descreve como formas de terrorismo econômico .
A declaração surgiu depois de Washington ter emitido um ultimato no último sábado (21/03), instando o Irã a abrir o Estreito de Ormuz em 48 horas, sob ameaça de destruir suas usinas de energia.
Em resposta, o porta-voz do Quartel-General Central em Khatam al-Anbiya afirmou que a rota marítima “está fechada apenas ao inimigo e a trânsitos prejudiciais” e que a passagem é mantida sob condições que garantam a segurança e os interesses do Irã.
Teerã reiterou que, caso as ameaças se materializem, o estreito será completamente fechado e ataques serão lançados contra a infraestrutura energética e tecnológica israelense, bem como contra empresas com participação de acionistas americanos, como parte do que chama de “grande jihad” para destruir os interesses econômicos dos EUA no Oriente Médio.
























