Sábado, 4 de julho de 2026
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A Marinha da Guarda Revolucionária Iraniana (IRGC) atacou alvos dos Estados Unidos em resposta aos bombardeios norte-americanos realizados na noite desta sexta-feira (26/06). Em comunicado divulgado pela agência estatal IRNA, Teerã afirmou ter realizado ataques aéreos contra várias posições militares de Washington na região.

O Irã acusou os Estados Unidos de violarem o cessar-fogo acordado no memorando de entendimento assinado na semana passada por ambas as nações. “Como sempre”, os Estados Unidos “violaram suas obrigações e, sob vários pretextos, usando como justificativa a passagem de um navio infrator por uma rota não autorizada no Estreito de Ormuz, realizaram um ataque aéreo contra a costa da República Islâmica do Irã”.

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“Em resposta a essa agressão, a Marinha do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica atingiu posições de instalação do exército terrorista dos Estados Unidos na região”, diz o comunicado, sem dar detalhes sobre o contra-ataque.

O comunicado lembra que, segundo o artigo 5º do Memorando de Entendimento de Islamabad, “os procedimentos de controle da navegação no Estreito de Ormuz cabem à República Islâmica do Irã”. E acrescenta que, apesar disso, “os Estados Unidos, instigando diferentes partes, buscavam violar esse compromisso“.

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“A resposta necessária foi dada e assim será daqui em diante. Caso a agressão se repita, nossa resposta será mais ampla do que esta”, alerta Teerã.

Irã contra-ataca alvos dos EUA e adverte para resposta ‘mais ampla’ em caso de nova agressão
Amin Ahouei / Tasnim

Países reagem

O Ministério das Relações Exteriores do Bahrein emitiu um comunicado afirmando que vários drones atingiram seu território nesta madrugada, atribuindo a agressão ao Irã, mas sem especificar a localização exata ou a natureza dos alvos. O país classificou a ofensiva como uma “grave violação” de sua soberania e do direito internacional, acrescentando que “o incidente colocou civis em perigo e prejudicou os esforços regionais de desescalada”.

Em reação ao episódio, os Emirados Árabes Unidos, o Catar e o Kuwait manifestaram solidariedade ao Bahrein e também condenaram os ataques. Os Emirados afirmaram que a ofensiva representa uma “violação flagrante” da soberania do país e “uma ameaça à sua segurança e estabilidade”.

O Catar declarou que “condena veementemente” os ataques iranianos ao Bahrein, enfatizando “a necessidade de poupar a região das consequências desses ataques injustificados” e apelando para o “diálogo e diplomacia”.

Já o Kuwait afirmou que “a continuação dessas agressões, em meio aos esforços regionais e internacionais destinados à desescalada e à redução das tensões, representa uma perigosa sabotagem dos esforços pela paz e estabilidade e uma ameaça à segurança e à estabilidade da região”.

Ataque dos EUA

Na noite desta sexta-feira (26/06), os Estados Unidos atacaram a área costeira de Taheriyeh, perto da cidade portuária de Sirik, no Estreito de Ormuz. A agressão foi uma das primeiras ações militares adotadas pelos Estados Unidos contra o Irã desde a assinatura do acordo de paz, em 17 de junho.

O Comando Central das Forças Armadas dos Estados Unidos (CENTCOM) confirmou ter realizado ataques com drones contra embarcações utilizadas para armazenar mísseis e drones iranianos e  sistemas de radar costeiros no litoral do país.

Os bombardeios teriam ocorrido, segundo o CENTCOM, em resposta a um suposto ataque das forças iranianas contra o navio Ever Lovely, com bandeira da Singapura, na costa de Omã.

Segundo a United Kingdom Maritime Trade Operations (UKMTO), o capitão da embarcação disse que a embarcação foi atingida por “um projétil não identificado” e que os tripulantes estavam e segurança. As autoridades estão investigando o incidente.

A agressão levou à suspensão temporária das operações da Organização Marítima Internacional (OMI) voltadas ao reestabelecimento do tráfego comercial na região.