Sexta-feira, 10 de julho de 2026
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A Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) confirmou nesta quarta-feira (08/07) que as forças navais e aeroespaciais iranianas destruíram 85 alvos militares importantes dos Estados Unidos no Oriente Médio.

“O regime agressivo dos EUA, cujas dimensões de fracasso estão se tornando cada vez mais evidentes […] repete mais uma vez seu costume de violar tratados […] e viola abertamente o cessar-fogo, desrespeitando o acordo de Islamabad, nas primeiras horas desta manhã “, diz o comunicado.

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A Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) detalhou que, por meio de uma operação conjunta com mísseis e drones, alvos militares norta-mericanos foram destruídos no porto de Mina Salman, na capital do Bahrein, que abriga a Quinta Frota da Marinha dos EUA; e na base aérea de Ali Al Salem, no Kuwait, usada pelos Estados Unidos em conjunto com a Força Aérea do Kuwait, além de abater um drone MQ9 que pretendia interferir na operação.

Irã contra-ataca alvos militares norte-americanos após bombardeios
Amin Ahouei / Tasnim

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Nova escalada

As Forças Armadas dos Estados Unidos realizaram uma série de bombardeios contra o Irã na terça-feira (07/07) com o objetivo de “impor” “altos custos” à República Islâmica por supostamente atacar navios mercantes que transitavam pelo Estreito de Ormuz.

“As forças do Comando Central dos EUA (Centcom) iniciaram uma série de ataques poderosos contra o Irã para impor pesados ​​custos por atacar e alvejar navios mercantes tripulados por civis inocentes em uma via navegável internacional”, disse a agência, em suas redes sociais.

A mídia iraniana noticiou explosões nas cidades portuárias de Sirik e Bandar Abbas, bem como nas ilhas de Qeshm e Jarg, onde se localiza a principal infraestrutura petrolífera iraniana e de onde são gerenciados 90% do total das exportações de petróleo bruto do país.

Por sua vez, o vice-ministro iraniano das Relações Exteriores para Assuntos Jurídicos e Internacionais, Kazem Gharibabad, afirmou que Teerã tomará medidas “decisivas” para salvaguardar sua segurança. “Ao mesmo tempo em que emitiu um sério alerta sobre as consequências do descumprimento do acordo por parte dos Estados Unidos, o Irã tomará medidas decisivas para salvaguardar seus interesses e segurança nacionais”, afirmou.