Quinta-feira, 3 de setembro de 2026
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O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi, conversou separadamente, por telefone, nesta segunda-feira (27/07), com o chanceler de Omã, Badr Al-Busaidi, e com o ministro das Relações Exteriores da Arábia Saudita, príncipe Faisal bin Farhan.

Segundo a agência iraniana IRNA, eles discutiram caminhos para “fortalecer a cooperação e avançar em esforços diplomáticos conjuntos”, visando a “estabilidade na região” e o enfrentamento da “insegurança imposta ao Estreito de Ormuz pelas ações agressivas dos Estados Unidos”.

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A conversa ocorre após forças sauditas interceptarem drones, lançados do Iraque, contra instalações petrolíferas em Riad. Em paralelo, os Estados Unidos continuam ameaçando embarcações iranianas.

Os episódios ocorrem simultaneamente ao bloqueio naval perpetrado pelos houthis contra as embarações da Arábia Saudita no Mar Vermelho, ampliando as tensões sobre duas das principais rotas marítimas da região: Bab al-Mandeb e o Estreito de Ormuz.

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O fluxo de embarcações permanece reduzido. Entre 24 e 26 de julho, apenas 29 navios atravessaram a passagem marítima, segundo dados do MarineTraffic. No mesmo período, o Estreito de Bab al-Mandeb, que conecta o Mar Vermelho ao Golfo de Áden, registrou 100 travessias.

Embates sobre Ormuz

Nesta segunda-feira (27/07), o Quartel-General Central Khatam al-Anbia acusou Washington de promover insegurança regional, ao tentar impor um “bloqueio naval ilegal” ao Irã. Segundo a corporação, nos últimos três dias, forças norte-americanas ameaçaram embarcações iranianas que operam nas águas costeiras e territoriais do país: “esta ação dos Estados Unidos é considerada uma expansão da guerra na região”.

O comunicado reitera, ainda, que as Forças Armadas do Irã “não deixarão nenhuma ameaça sem resposta” e que ela será “decisiva”.

O vice-presidente do Parlamento iraniano, Hamidreza Hajibabaei, também se manifestou, afirmando que o Legislativo não recuará diante do controle da passagem marítima: “todos devem saber que a gestão do Estreito de Ormuz será determinada com base na vontade do povo e da liderança iraniana e com a aprovação do Parlamento”.

“O Parlamento insistirá naquilo que o povo desejar e não recuará. A República Islâmica do Irã deve resistir firmemente às exigências dos Estados Unidos e não permitir que os Estados Unidos sejam um ator ativo na região”, acrescentou.

Irã conversa sobre estabilidade regional com Arábia Saudita e Omã
Tasnim

Ataques em Riad

Nesta segunda-feira 27/07, a Arábia Saudita havia informado que suas defesas aéreas interceptaram e destruíram drones lançados do Iraque contra instalações petrolíferas na Província Oriental e em Riad. O governo saudita afirmou que “reserva-se o direito de responder” ao ataque e anunciou uma investigação para apurar a alegação de que os drones teriam sido lançados de território iraquiano.

O governo iraquiano, por sua vez, disse que investiga a acusação saudita e declarou que “não permitirá que seu território seja usado para lançar ataques contra países vizinhos”.

Em comunicado separado, os houthis, do Iêmen, reivindicaram um ataque contra a infraestrutura utilizada para o transporte de petróleo bruto da Arábia Saudita. Até o momento, não está claro se a ação reivindicada pelo grupo iemenita está relacionada ao ataque atribuído por Riad a grupos baseados no Iraque ou se os dois episódios ocorreram de maneira independente.

Eles também anunciaram a morte de nove de seus combatentes durante a recente escalada dos confrontos com forças do governo iemenita apoiadas pela coalizão liderada pela Arábia Saudita.

Já a Resistência Islâmica no Iraque, coalizão de grupos alinhados ao Irã na região, negou a responsabilidade pelos ataques, após Riad atribuir a ofensiva a “milícias apoiadas pelo Irã”. Segundo o grupo, “a alegação só reforça nossa convicção de que a hostilidade ao Iraque e seu povo é uma característica inerente desse regime”.

“Essas invenções não passam de uma tentativa de justificar sua incapacidade de responder aos dolorosos ataques iemenitas que atingiram o coração de sua infraestrutura”, acrescenta o comunicado, advertindo que “qualquer ação tola da Arábia Saudita, será recebida com uma resposta severa”.