Sexta-feira, 6 de março de 2026
APOIE
Menu

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, declarou nesta segunda-feira (02/03) que seu país está em “guerra total” e prometeu retaliação pelo assassinato do líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, assim como de líderes militares, durante os ataques perpetrados pelos Estados Unidos e Israel contra a nação persa.

A posição se deu em conversa telefônica com seu homólogo armênio, Ararat Mirzoyan. O chanceler iraniano descreveu a ofensiva inimiga como “ilegal e injustificável”, ressaltando a grave violação do direito internacional a ação representa para a soberania de Teerã.

Tudo que a grande mídia não mostra, do seu jeito.

Ícone Newsletter

Newsletter

Notícias internacionais, com análise crítica e independente. Sem filtros.
Ícone WhatsApp

Canal do WhatsApp

O mundo em movimento direto no seu celular. Informação pronta para compartilhar
Ícone YouTube

OM no YouTube

Opinião, contexto e coragem jornalística. Tudo no nosso canal. Sintonize em Opera Mundi

Araghchi também assegurou que o Irã responderá com firmeza para “vingar o sangue de seu líder mártir”, enfatizando que a defesa do território nacional continuará “pelo tempo que for necessário.”

Por sua vez, o chanceler armênio Mirzoyan expressou suas condolências pelas mortes do líder Khamenei e de civis nos últimos dias. Ele também expressou a disposição de seu país para oferecer qualquer ajuda humanitária e esperou que a situação atual fosse resolvida por meio de canais diplomáticos.

Mais lidas

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, declarou que seu país está em “guerra total”
Wikimedia Commons/Hamed Malekpour

A guerra foi iniciada nas primeiras horas de sábado (28/02), quando os Estados Unidos e Israel lançaram um ataque contra o que alegaram ser “ameaças” do governo iraniano. O atentado conjunto culminou na morte do líder supremo Ali Khamenei, incluindo outras figuras-chave como o comandante da Guarda Revolucionária Mohammad Pakpour, e o conselheiro de segurança Ali Shamkhani.

A ofensiva também atingiu uma escola primária feminina no sul do Irã, em Minab, incidente em que foram registradas ao menos 153 mortes e 95 vítimas feridas, conforme o Ministério da Educação do país. As alunas tinham entre 7 e 12 anos. 

Como medida retaliatória imediata após confirmar a morte de seu líder supremo, o Irã lançou várias ondas de mísseis balísticos direcionados ao território israelense. O Corpo da Guarda Revolucionária também estendeu suas operações contra bases militares norte-americanas localizadas em diferentes pontos estratégicos do Oriente Médio.

(*) Com Tasnim e Telesur