Quinta-feira, 16 de julho de 2026
APOIE
Menu

Atualizada às 10h09

O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC, na sigla em inglês) anunciou ter atingido bases militares e instalações dos Estados Unidos na região do Oriente Médio nesta quinta-feira (09/07) em uma operação de mísseis e drones. Trata-se de uma retaliação às contínuas violações das autoridades norte-americanas que, pela segunda noite consecutiva, conduziram bombardeios contra pontes ferroviárias estratégicas e várias áreas das províncias costeiras do sul iraniano. De acordo com o Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM, na sigla em inglês), foram “90 alvos militares” atingidos no país persa.

Tudo que a grande mídia não mostra, do seu jeito.

Ícone Newsletter

Newsletter

Notícias internacionais, com análise crítica e independente. Sem filtros.
Ícone WhatsApp

Canal do WhatsApp

O mundo em movimento direto no seu celular. Siga!
Ícone YouTube

OM no YouTube

Opinião, contexto e coragem jornalística. Tudo no nosso canal. Sintonize!

Divulgado pela agência Tasnim, em comunicado, o IRGC detalhou que, em sua primeira fase retaliatória, atingiu “quatro bases norte-americanas no Kuwait e no Bahrein”. Posteriormente, os militares iranianos afirmaram que “dando continuidade aos ataques”, foram atingidos “um sistema de interceptação de mísseis Patriot no Kuwait, um sistema de alerta antecipado no Catar e tanques de combustível no Bahrein”.

Ainda em sua nota, o IRGC denunciou que Washington, com sua ação “precipitada”, mata deliberadamente crianças ao violar todos os seus compromissos.

Mais lidas

“Na primeira fase da resposta punitiva contra (os Estados Unidos), as forças navais e aeroespaciais do IRGC, por meio de operações conjuntas de mísseis e drones, destruíram a infraestrutura e as instalações importantes das duas bases coloniais dos ocupantes norte-americanos em Arifjan e Ali al-Salem, no Kuwait, e em Juffair e Sheikh Isa, no Bahrein”, destacou.

A Guarda Revolucionária já havia alertado que se os Estado Unidos continuassem agredindo o Irã, a nação persa reforçaria suas contraofensivas lançando respostas militares contra os alvos inimigos na proporção de “pelo menos dois para um”.

Horas antes da retaliação iraniana, aeronaves norte-americanas realizaram uma série de ataques contra várias áreas do sul do Irã, atingindo a infraestrutura civil e tirando a vida de uma pessoa. Mais tarde, de acordo com a agência Fars, os ataques aéreos operados por Washington seguiram em curso em território persa e chegaram a atingir também a ponte ferroviária Aq Taqeh Khan, na província de Golestan, via que conecta rotas comerciais importantes entre Teerã e o maior parceiro comercial da nação persa: a China. Esta mesma rota também foi usada para embarques de carga para a Rússia durante o bloqueio norte-americano aos portos iranianos.

Já segundo as atualizações da Tasnim, os norte-americanos bombardearam “duas pontes ferroviárias ao longo da linha que leva à cidade iraniana de Mashhad”, no nordeste do país. Lembrando que Mashhad é onde o ex-líder supremo da Revolução Islâmica, aiatolá Ali Khamenei, é sepultado nesta quinta-feira, concluindo os seis dias de cortejos fúnebres em território nacional e em cidades iraquianas.

“Esse magnífico cortejo fúnebre encheu os arrogantes governantes [norte-americanos] de medo e os obrigou a reagir apressadamente a essa demonstração de força popular”, afirmou o IRGC, em comunicado.

IRGC responde EUA com ataques a instalações militares dos Estados Unidos na região do Oriente Médio
Tasnim

Governo iraniano denuncia ‘crime de guerra’

Por sua vez, o Ministério das Relações Exteriores do Irã denunciou as hostilidades norte-americanas em seu território como um “grave crime de guerra”, acusando Washington de violar o acordo provisório de trégua que abre caminho para o fim da guerra. Na quarta-feira (08/07), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que o memorando de entendimento entre Washington e Teerã estava “encerrado”.

“No que me diz respeito, acabou”, disse. “Não quero mais negociar com eles, são escória. São pessoas doentes, são pessoas cruéis e violentas. Para mim, lidar com eles é uma perda de tempo. São mentirosos. Há algo de errado com eles. São malucos. Para mim, acabou”.

A declaração feita durante a cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), em Ancara, havia ocorrido após seu governo violar o tratado e instar as forças militares norte-americanas a lançarem bombas contra três navios mercantes que transitavam pelo Estreito de Ormuz.