Segunda-feira, 20 de abril de 2026
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Em comunicado difundido nesta sexta-feira (06/03) o Irã afirmou que deixará de exercer o bloqueio sobre o Estreito de Ormuz, passagem obrigatória para os navios que chegam ou saem do Golfo Pérsico.

Segundo o governo iraniano, em nota divulgada pela agência de notícias Fars, sua Marinha derrubou o bloqueio que vinha sendo imposto desde o último sábado (28/02), como retaliação aos ataques conjuntos lançados por Estados Unidos e Israel contra o país desde o dia anterior.

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Porém, a declaração incluiu um alerta específico direcionado a Washington e Tel Aviv, dando a entender que poderia atacar navios com essas duas bandeiras.

“Não impediremos nenhuma embarcação que tente atravessar o Estreito, mas afirmamos que a responsabilidade pelas vidas, equipamentos e segurança dos barcos recai sobre vocês (Estados Unidos e Israel)”, declarou um porta-voz do Estado-Maior das Forças Armadas iranianas.

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Em seguida, o alerta deixa claro que “definitivamente, atacaremos os navios afiliados ao regime norte-americano e ao regime sionista”.

Promessa de escolta

Durante a semana, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegou a cogitar que a Marinha escoltasse navios petroleiros, para que possam cruzar o Estreito de Ormuz e evadir o controle iraniano.

“Se necessário, vamos começar a escoltar petroleiros pelo Estreito de Ormuz o mais rápido possível. Aconteça o que acontecer, os Estados Unidos garantirão o livre fluxo de energia para o mundo”, escreveu o mandatário em suas redes sociais, na última segunda-feira (02/03).

A medida, no entanto, não chegou a ser adotada na prática.

O principal gargalo para as rotas de petróleo e gás declarado como “zona de guerra”
Maria Lupan/ Unplash

Sobre Estreito

O Estreito Ormuz é um dos canais marítimos mais importantes do planeta, devido a sua posição estratégica: por ele transita um volume importante de petróleo e gás que abastece vários países.

Ao conectar o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, Ormuz se torna trecho obrigatório para navios petroleiros e de transporte de gás que saem de Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Emirados Árabes, Iraque e Kuwait – além do próprio Irã.

Dias antes do ataque deste sábado, o Irã chegou a fazer exercícios marítimos simulando a possibilidade de bloquear o Estreito de Ormuz.

Com informações de Fars e RT.