Quarta-feira, 20 de maio de 2026
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O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Aragchi, afirmou que o país está trabalhando em novos regulamentos para o Estreito de Ormuz. A declaração foi feita durante uma reunião nesta terça-feira (12/05), em Teerã, com o vice-ministro das Relações Exteriores da Noruega, Andreas Motzfeldt Kravik.

Segundo Araqchi, na condição de Estado litorâneo do estreito, Teerã participa de consultas e discussões visando formular regulamentos sobre os arranjos relacionados à hidrovia de acordo com o direito internacional. Ele afirmou que o país busca medidas executivas para fortalecer e facilitar a passagem segura pela região, por onde escoa cerca de um quinto do petróleo mundial.

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Durante o encontro, os diplomatas discutiram as consequências econômicas e de segurança da guerra, além das negociações visando o cessar-fogo. Araqchi acusou Washington de dificultar um entendimento diplomático ao adotar “exigências excessivas, retórica ameaçadora e provocativa” e demonstrar “falta de boa vontade e de honestidade”, informou a agência Tasnim.

Irã discute novas regras para Estreito de Ormuz
Agência Tasnim

O ministro iraniano afirmou que a atual instabilidade no Estreito de Ormuz decorre diretamente da “agressão militar dos EUA e do regime israelense contra o Irã”, além das “repetidas violações do cessar-fogo” e do “bloqueio naval contínuo dos portos iranianos”.

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Já o diplomata norueguês destacou a necessidade de uma solução diplomática para o conflito e reforçou a disposição de Oslo em colaborar com iniciativas voltadas à segurança marítima e à estabilidade regional.

‘Guerra de agressão’

Nesta quarta-feira (13/05), o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei, convocou a comunidade internacional a se posicionar contra o que chamou de “guerra de agressão” conduzida por Estados Unidos e Israel contra o país persa.

“Esta não é meramente uma guerra por terra, recursos ou geopolítica. Esta é uma guerra que determinará o próprio significado de ‘bem’ e ‘mal’ em nosso tempo e no futuro”, afirmou.

Ele acusou os adversários de violarem normas internacionais e cometerem atrocidades contra civis. “O que foi desencadeado sobre nossa nação amante da paz não é apenas mais um conflito. De um lado estão aqueles que se deleitam em violar todas as leis da guerra e a decência humana básica”, declarou.

“O silêncio é cumplicidade com o mal”, declarou o chanceler, ao pedir que governos e cidadãos “falem, ajam e fiquem do lado certo da história, antes que o mundo mergulhe em um abismo de anarquia e subjugação”.