Terça-feira, 23 de junho de 2026
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O Ministério das Relações Exteriores do Irã declarou que seções importantes de um possível acordo para pôr fim ao conflito com os Estados Unidos estão próximas de serem concluídas, apesar das posições contraditórias de Washington e dos repetidos atos de agressão militar.

“Quanto ao texto, suas partes principais estão praticamente finalizadas. O problema é que as posições contraditórias dos Estados Unidos sempre causaram turbulência e interrupções nesse processo”, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baghaei, segundo a Press TV.

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O porta-voz enfatizou que a República Islâmica entrou no processo diplomático com boa vontade e total responsabilidade, enquanto as autoridades norte-americanas mudaram repetidamente de posição, fizeram novas exigências irrealistas e até realizaram ataques militares durante as negociações.

Ele também indicou que, desde o cessar-fogo declarado em abril, tanto os EUA quanto Israel violaram repetidamente a trégua. “Enquanto falam em diplomacia e negociações, ao mesmo tempo recorrem à força, a ações ilegais e a comportamentos criminosos”, disse ele.

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Acordo

O porta-voz explicou que o acordo será oficialmente anunciado por Teerã. “As autoridades competentes devem analisar cada detalhe do texto. Assim que chegarmos a uma conclusão final que atenda aos interesses da nação iraniana, ela será oficialmente anunciada”, afirmou.

Ao mesmo tempo, Baghaei enfatizou que, neste conflito, o Irã demonstrou que jamais se submeterá às condições e exigências da outra parte, seja na diplomacia ou no campo de batalha.

“O Irã mostrou na prática que suas linhas vermelhas são os interesses e o bem-estar da nação iraniana, e não haverá absolutamente nenhuma concessão a esse respeito”, afirmou, acrescentando que “se a República Islâmica tivesse a intenção de ceder em suas posições de princípio diante da pressão e das ameaças, já o teria feito há um ano e meio”.

Irã afirma que acordo com Estados Unidos está próximo de ser concluído
IRNA

Estreito de Ormuz , a verdadeira “arma” do Irã

O porta-voz também comentou sobre o fechamento do Estreito de Ormuz, acusando Washington de transformar a hidrovia em “um lugar inseguro” por meio de seus ataques agressivos. Ele explicou que o único motivo para o fechamento do estreito foram “as ações ilegais e agressivas dos EUA“, referindo-se aos ataques norte-americanos a instalações iranianas no sul do país e aos ataques mortais a navios mercantes, incluindo três embarcações indianas.

Anteriormente, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que progressos significativos haviam sido feitos nas negociações entre Washington e Teerã. Com base nisso, ele anunciou o cancelamento do terceiro dia de ataques aéreos planejados contra território iraniano.

Segundo ele, “as negociações e os pontos finais foram aprovados, tanto em conceito quanto em detalhes, por todas as partes envolvidas”. Além de seu próprio país, a lista dos envolvidos no acordo inclui, entre outros, Israel, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar, Turquia, Paquistão, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Egito.

Horas depois, ele disse a repórteres no Salão Oval que a delegação americana havia obtido um compromisso de seus homólogos iranianos de que o Irã “nunca terá armas nucleares “. Ele também afirmou que ” a assinatura ocorrerá em breve e os documentos estão praticamente prontos”.

Nova escalada

Os Estados Unidos retomaram seus ataques ao Irã na noite de terça-feira (10/06), em resposta à queda de um helicóptero AH-64 Apache. A operação foi realizada sob ordens diretas do comandante-em-chefe e, nas palavras de Washington, constituiu “uma resposta proporcional à agressão injustificada do Irã”. Os bombardeios continuaram durante a noite de 10 para 11 de junho.

Segundo a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, as forças norte-americanas bombardearam diversos locais no país “sob pretextos infundados”. Em resposta à agressão, os militares iranianos atacaram várias bases norte-americanas no Oriente Médio.