Terça-feira, 6 de outubro de 2026
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A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (CGRI) afirmou neste domingo (06/09) que forças iranianas lançaram no sábado (05/09) mísseis balísticos contra um porta-aviões e um destroier da Marinha dos Estados Unidos que participavam, segundo Teerã, do bloqueio naval imposto ao país.

A Guarda Revolucionária declarou que os dois navios foram atingidos e deixaram a área de confronto. A informação foi divulgada pela imprensa estatal iraniana.

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Teerã apresentou a sequência de ataques como uma operação de retaliação. A Guarda Revolucionária afirmou que os navios norte-americanos estavam perseguindo embarcações iranianas e participando do bloqueio naval. Em comunicado divulgado pela imprensa iraniana, o órgão advertiu que novas ações dos Estados Unidos podem provocar uma resposta mais ampla.

O comunicado iraniano não foi confirmado pelos Estados Unidos. O Comando Central norte-americano (CENTCOM) informou que um porta-aviões e um destroier foram alvo de diversos lançamentos de mísseis, mas conseguiram escapar dos ataques. Segundo o comando, não houve militares feridos.

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O ataque ocorreu após os EUA atingirem três petroleiros iranianos no Golfo de Omã e nas proximidades da ilha de Kharg, onde fica o principal terminal de exportação de petróleo do Irã. Washington afirmou que as embarcações faziam parte de uma rede clandestina que movimenta bilhões de dólares para financiar a Guarda Revolucionária e grupos aliados na região.

O almirante Brad Cooper, comandante do CENTCOM, afirmou que a resposta norte-americana foi uma reação aos disparos contra os navios de guerra. “Se vocês dispararem contra dois de nossos navios, vamos impor um custo econômico ainda maior, eliminando três dos seus”, declarou, segundo emissora catari Al Jazeera.

A escalada ocorre no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo. A região se transformou no principal foco da disputa entre Washington e Teerã, depois que os Estados Unidos passaram a pressionar o comércio marítimo iraniano e o Irã restringiu a circulação pelo estreito.

A crise também elevou o risco de novos ataques contra embarcações comerciais. A Guarda Revolucionária afirmou ter atacado posteriormente três petroleiros que navegavam por rotas que considerou não autorizadas e três embarcações vinculadas aos Estados Unidos. Essas alegações não foram confirmadas pelo CENTCOM.

O episódio representa um novo momento em uma guerra que começou em fevereiro, quando Estados Unidos e Israel iniciaram ataques contra o Irã. Depois de períodos de redução das hostilidades e tentativas de negociação, os confrontos voltaram a se intensificar neste início de setembro.

(*) Com Telesur.

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