Sexta-feira, 3 de abril de 2026
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O Irã emitiu um ultimato ao setor hoteleiro do Oriente Médio advertindo os estabelecimentos que estejam hospedando militares norte-americanos que suas instalações poderão ser consideradas “alvos militares legítimos”. A informação foi divulgada pela agência iraniana Fars.

Segundo a publicação, após ataques de retaliação conduzidos por Teerã e seus aliados, diversas bases militares dos Estados Unidos na região foram destruídas. Com a infraestrutura comprometida, os militares norte-americanos passaram a se hospedar em hotéis em países como Bahrein e Emirados Árabes Unidos.

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“Quando todas as forças norte-americanas entram em um hotel, então, da nossa perspectiva, esse hotel se torna norte-americano”, explicou o porta-voz das forças armadas iranianas, Abolfazl Shekarchi, à televisão estatal. “Deveríamos simplesmente ficar de braços cruzados e deixar os norte-americanos nos atacarem? Quando reagimos de forma natural, temos que atacar onde quer que eles estejam”, acrescentou.

Nas redes sociais, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, também abordou o assunto. Ele criticou a conduta das forças norte-americanas de se hospedarem em hotéis, acusando os militares dos Estados Unidos de utilizarem civis como “escudos humanos”.

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Irã emite ultimato a hotéis que hospedam soldados norte-americanos
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‘Escudos humanos’

“Desde o início desta guerra, soldados norte-americanos fugiram das bases militares nos países do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) para se esconderem em hotéis e escritórios. Eles usam cidadãos dos países do CCG como escudos humanos”, afirmou o chanceler.

Araghchi também comparou a situação com práticas adotadas nos próprios Estados Unidos. “Hotéis nos EUA negam reservas a oficiais que possam colocar os clientes em perigo. Os hotéis do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) deveriam fazer o mesmo”, declarou.

O ministro ainda anexou imagens de uma reportagem publicada pelo The New York Times na última quarta-feira (25/03). O texto afirma que os bombardeios iranianos contra as bases norte-americanas em todo o Oriente Médio forçaram “muitos soldados norte-americanos a se mudarem para hotéis e escritórios pela região”.

“Agora grande parte do exército terrestre está, essencialmente, lutando a guerra enquanto trabalha remotamente, com exceção dos pilotos de caça e tripulações que operam e mantêm aviões de guerra e realizam ataques”, diz o texto.