Sexta-feira, 14 de agosto de 2026
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A Força Aeroespacial do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC, na sigla em inglês) do Irã bombardeou neste domingo (12/07) centros de apoio logístico e plataformas de reabastecimento de porta-aviões dos Estados Unidos implantados em países do Oriente Médio em resposta à agressão norte-americana nas últimas horas, especialmente nas cidades portuárias do sul, como Asalouyeh e Bandar Dayyer, da província de Bushehr.

De acordo com um comunicado emitido pelo escritório de relações públicas do IRGC, trata-se da terceira fase de retaliação à “agressão do Exército norte-americano, assassino de crianças”, em operação surpresa que incluiu o uso de caças aeroespaciais contra estruturas estratégicas no porto de Duqm, em Omã. Além disso, as forças iranianas afirmaram ter lançado mísseis balísticos contra a infraestrutura militar dos Estados Unidos em países como Jordânia, Kuwait e Bahrein. 

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Na base aérea Prince Hassan, na Jordânia, o Exército iraniano destruiu o centro de comando e controle da instalação, bem como os hangares de drones MQ-9. Contra o Kuwait, foram utilizados drones destrutivos mirando o sistema Patriot das forças armadas norte-americanos, um depósito de munição e um local de radar. Já no Bahrein, as forças militares da nação persa direcionaram drones ao sistema de comunicações e ao local de radar pertencentes ao corpo norte-americano. 

O IRGC já havia alertado Washington, durante a cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), em Ancara, de que qualquer ação adicional desencadearia uma resposta mais severa.

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As operações retaliatórias ocorreram horas depois que os Estados Unidos retomaram suas agressões concentrando bombardeios na região sul iraniana, após ignorarem o alerta emitido pela Marinha do IRGC de que a Casa Branca não deveria usar o mais recente fechamento do Estreito de Ormuz como pretexto para cometer tais violações. O Comando Central norte-americano (CENTCOM, na sigla em inglês) confirmou ter lançado ofensivas por ordem do presidente Donald Trump com o objetivo de reduzir a capacidade do país persa de controlar o Estreito de Ormuz.

Irã ataca instalações estratégicas dos Estados Unidos no Oriente Médio
Tasnim

Fechamento do Estreito de Ormuz

A Marinha iraniana anunciou ter voltado a restringir temporariamente as operações na via navegável do Estreito de Ormuz até que os Estados Unidos garantissem a suspensão de sua intervenção na região. Em nota oficial no início de domingo, o órgão denunciou que “a interferência estrangeira e a designação ilegal da rota dos navios no Estreito de Ormuz resultariam em nossa ação decisiva e interromperiam o processo de aumento do tráfego” na via.

“Algumas horas atrás, esses avisos foram ignorados e, provocados por estrangeiros, vários navios tentaram seguir pela rota não aprovada”, explicou. “Inevitavelmente, um navio que colocou em risco a segurança marítima ao desligar seus sistemas foi atingido por tiros de advertência e parado”.

De acordo com a Marinha, a restrição se deve inicialmente devido à insegurança que se resultou de uma “intervenção ilegal de estrangeiros”. Essa violação violação foi atribuída ao “inimigo sionista norte-americano” e aos países da região que disponibilizam seus territórios para impulsionar ameaças contra o Irã.

“O Estreito de Ormuz será fechado até novo aviso e até o fim das intervenções norte-americanas nesta região, e nenhuma embarcação será autorizada a passar. Em segundo lugar, se o inimigo agressor cometer um erro e realizar uma nova agressão contra nós sob o pretexto desse incidente, que ele próprio causou, responderemos severamente e novas bases inimigas na região serão alvo”, destacou.

No entanto, horas depois, o CENTCOM emitiu um comunicado ignorando as decisões iranianas ao informar que “o Estreito de Ormuz está aberto a todos os navios que buscam transitar legalmente pela via navegável internacional”. De acordo com a nota, divulgada em rede social, as forças norte-americanas já estão “posicionadas e preparadas para garantir que a liberdade de navegação permaneça disponível”

“O Irã não controla o estreito. O tráfego está fluindo”, conclui.

(*) Com Tasnim e Telesur