Irã intensifica ofensiva contra Tel Aviv após ataques noturnos de Israel e EUA
Guerra continua apesar das declarações de Trump; chanceler Abbas Araghchi e seu homólogo egípcio concordam em 'continuar consultas' com atores regionais para conter escalada do enclave
Apesar das declarações do presidente norte-americano, Donald Trump, de que o país interromperia os ataques por cinco dias, a guerra continua nesta terça-feira (24/03), com forte ofensiva iraniana sobre Tel Aviv, em retaliação a ataques noturnos promovidos por Israel e Estados Unidos.
Nesta manhã, mísseis iranianos atingiram diversas áreas da região central de Tel Aviv, causando danos significativos à infraestrutura urbana. De acordo com a mídia israelense, os ataques resultaram em pelo menos quatro pontos de impacto, incluindo um acerto direto em um prédio.
Um dos mísseis caiu em uma rua movimentada, provocando incêndios em veículos e danos severos a três edifícios e deixando, pelo menos, seis pessoas feridas. A polícia informou que a ogiva utilizada tinha cerca de 100 kg. Além disso, destroços de interceptações caíram em áreas como Rosh HaAyin, causando danos menores.
A ofensiva iraniana ocorre em retaliação a uma série de ataques noturnos de Israel e dos Estados Unidos nesta segunda-feira (23/03). Bombardeios atingiram áreas residenciais em Tabriz, no noroeste do Irã, deixando pelo menos seis mortos e nove feridos, além da destruição de unidades habitacionais.
Autoridades iranianas também relataram danos a instalações energéticas, incluindo estruturas de gás em Isfahan e um gasoduto no sudoeste do país.
Ataques nesta manhã
O Exército israelense disse ter conduzido ataques aéreos contra instalações de armazenamento de mísseis balísticos e prédios ligados à inteligência do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) e do Ministério da Inteligência em Teerã.
O Comando Central dos Estados Unidos confirmou a continuidade dos ataques contra alvos iranianos, ao mesmo tempo em que Teerã amplia sua resposta com mísseis e drones direcionados a países do Golfo, como Bahrein, Arábia Saudita e Kuwait.
A Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) também informou ter derrubado um drone armado Hermes nos céus de Teerã nesta terça-feira (24/03). O número de drones destruídos desde o início da guerra ultrapassou 130, segundo o IRGC.

Irã intensifica ofensiva contra Tel Aviv após ataques noturnos de Israel e EUA
Tasnim
Declarações de Trump
Autoridades iranianas desmentiram nesta segunda-feira (23/04) que o país esteja realizando negociações com os Estados Unidos, como postado por Donald Trump, em suas redes sociais. “Desta vez, o Irã está falando sério; eles querem se estabelecer. Eles querem paz”, disse Trump, propondo o cessar dos ataques por cinco dias.
Nesta segunda-feira (23/03), Mohammad Bagher Ghalibaf, presidente do parlamento iraniano, afirmou que não há negociações em curso com os Estados Unidos, destacando a tentativa de Trump de “escapar do atoleiro em que os EUA e Israel estão presos”.
O esforços diplomáticos, no entanto, seguem em curso. O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, e seu homólogo egípcio conversaram por telefone nesta manhã e concordaram em “continuar as consultas” com atores regionais e internacionais para tentar conter a escalada.
Em entrevista à Al Jazeera, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Paquistão, Tahir Andrabi, disse que “se as partes desejarem, Islamabad está sempre disposta a sediar negociações”.
Desde o início da guerra, em 28 de fevereiro, o Irã contabiliza ao menos 1.500 mortos e mais de 18 mil feridos. Em Israel, são 18 mortos e mais de 4.800 feridos; e os Estados Unidos contabilizam 13 baixas e 200 feridos. No Líbano, o número de mortos chega a 1.039 pessoas e 2.583 estão feridas.
























