Sexta-feira, 3 de abril de 2026
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A Marinha iraniana impediu três navios de passarem pelo Estreito de Ormuz nesta sexta-feira (27/03), reiterando às embarcações que tentarem atravessar a passagem, por onde escoa 20% do petróleo mundial, que a via permanece fechada aos “inimigos” do Irã.

Os navios portavam bandeiras de diferentes nacionalidades e foram obrigados a recuar após interceptação da Marinha iraniana, segundo comunicado da Guarda Revolucionária Islâmica. Qualquer embarcação que tenha como origem ou destino portos de aliados dos “inimigos sionistas-americanos” estará proibida de transitar pela região, independentemente da rota, afirmou.

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Segundo a Kpler, plataforma de dados marítimos, ao menos dois navios porta-contêineres que tentaram atravessar o Estreito pertencem à controladora chinesa Cosco. Eles tentaram a passagem às 3h50 GMT (1h50 no horário de Brasília), comunicando que a embarcação tinha proprietários e tripulação chinesa. Mesmo assim foram obrigados a recuar.

As embarcações contém remessas da Ásia para os Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Kuwait e Iraque e estão detidas desde o começo da guerra, em 28 de fevereiro.

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Anteriormente, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, havia declarado que a passagem não estava totalmente fechada, apenas aos “inimigos” e que o Exército iraniano garantiria trânsito seguro a navios de nações amigas.

Irã mantém Estreito de Ormuz fechado e impede entrada de três navios
Jacques Descloitres / NASA/GSFC

Pequim irá colaborar nas mediações

O caso ocorre em meio à entrada da China, de forma mais direta, na mediação por um cessar-fogo na guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã.

Nesta manhã, o ministro das Relações Exteriores, Wang Yi, conversou por telefone com o chanceler do Paquistão, Ishaq Dar. Ele afirmou que iniciar negociações de paz entre Irã e Estados Unidos e Israel “não é tarefa fácil”, mas destacou que um eventual acordo seria “propício para restaurar a navegação normal pelo Estreito de Ormuz”.

Segundo a diplomacia chinesa, Pequim e Islamabad concordaram em trabalhar conjuntamente nas mediações, visando a interrupção das hostilidades e a retomada das negociações, em busca da segurança de alvos civis e das rotas marítimas.

O Paquistão já vem atuando como canal de comunicação entre Washington e Teerã, com apoio de países como Turquia e Egito.