Quarta-feira, 13 de maio de 2026
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O presidente do Parlamento iraniano e negociador, Mohammad Ghalibaf, afirmou nesta segunda-feira (20/04) que o país não negociará com os Estados Unidos sob “ameaças” e disse que o país está preparando novas capacidades militares caso as negociações fracassem.

“Ao impor um cerco e violar o cessar-fogo, Trump busca transformar esta mesa de negociações — em sua própria imaginação — em uma mesa de rendição ou justificar a retomada de atos belicistas”, disse Ghalibaf em uma publicação nas redes sociais.

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E acrescentou que “não aceitamos negociações sob a sombra de ameaças e, nas últimas duas semanas, preparamo-nos para revelar novas cartas no campo de batalha”.

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Nas últimas horas, houve uma série de esforços diplomáticos, especialmente por parte do ministro das Relações Exteriores do Paquistão, segundo a emissora catariana Al Jazeera, que acrescenta que não há uma rejeição oficial da negociação por parte do Irã, e existem indícios de que o país está disposto a conversar, mas não a partir de uma posição de fraqueza.

O governo do Irã já havia rejeitado no último domingo (19/04) uma segunda rodada de negociações com os Estados Unidos em meio a “exigências excessivas” e demandas “irracionais e pouco realistas” por parte de Washington, além da manutenção do bloqueio naval no Estreito de Ormuz para impedir a locomoção de embarcações iranianas. “Nessas condições, não se vislumbra um cenário claro para negociações bem-sucedidas”, informou a agência estatal Irna.

Mais cedo, no mesmo dia, o presidente dos Estados Unidos anunciou à emissora conservadora Fox News o envio da delegação norte-americana a Islamabad, no Paquistão, para a realização das tratativas na terça-feira (21/04). O republicano alertou ser a “última chance” de Teerã atender aos pedidos de Washington e alcançar um acordo de cessar-fogo. Caso contrário, ameaçou que “o país inteiro será destruído”.