Irã nega fechamento do Estreito de Ormuz e afirma que navegação segue normal
Porta-voz do Ministério das Relações Exteriores rebateu 'alegações infundadas' e confirma que cinco petroleiros cruzaram a passagem nesta sexta (19/06)
As alegações de alguns meios de comunicação sobre o suposto fechamento do Estreito de Ormuz são infundadas e não correspondem à realidade, declarou nesta sexta-feira (19/06) o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei.
“As Forças Armadas da República Islâmica do Irã, em conformidade com o memorando de entendimento para o fim da guerra, datado de 18 de junho de 2026, tomaram as medidas necessárias para garantir a passagem segura de embarcações comerciais pelo Estreito de Ormuz, e a navegação nessa rota continua”, disse o porta-voz, citado pela Fars News Agency.
Seu pronunciamento ocorre após a Tasnim, agência de notícias ligada à Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, publicar um editorial pedindo que o Estreito de Ormuz permanecesse fechado e que novas negociações fossem canceladas até que Israel se retirasse completamente do Líbano.
Dados de tráfego marítimo confirmam a normalização: pelo menos cinco petroleiros atravessaram a passagem nesta sexta-feira (19/06). Já na quinta-feira, cerca de 25 navios transitaram, incluindo 14 petroleiros, considerado um número superior à média das últimas semanas, segundo a Kpler, empresa de dados marítimos.

50 navios comerciais entraram ou saíram do Golfo, contra cerca de 600 em junho de 2025
Ministério das Relações Exteriores da República Islâmica do Irã
A maioria dos petroleiros seguiu uma rota próxima à costa iraniana, o mesmo caminho utilizado por navios sancionados durante todo o conflito. O tráfego ainda estava muito abaixo dos níveis típicos de antes da guerra, quando cerca de 130 embarcações por dia atravessavam a rota.
Na quarta-feira (17/06), os EUA e o Irã assinaram um memorando de entendimento concordando com um cessar-fogo “em todas as frentes, incluindo o Líbano”. No entanto, nesta sexta-feira (19/06), as forças israelenses realizaram um ataque massivo contra várias cidades no sul do país, deixando pelo menos 47 pessoas mortas e 97 feridos, de acordo com boletim mais recente do Ministério da Saúde libanês.
Nesse sentido, era esperado que as delegações norte-americanas e iranianas realizassem negociações nesta sexta na Suíça, mas foram suspensas. Segundo relatos, a suspensão ocorreu devido às acusações de Teerã de que Israel violou o cessar-fogo no Líbano. Tel Aviv e Hezbollah concordaram em um cessar-fogo, segundo a agência Reuters, entretanto Israel continua a atacar o sul libanês.
























